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Êxito da construção europeia depende do aprofundamento da União Económica e Monetária

Êxito da construção europeia depende do aprofundamento da União Económica e Monetária

António Costa em Bruxelas

A moeda única é a “base sólida” para a construção europeia, defendeu hoje António Costa em Bruxelas, à entrada para a reunião do Conselho Europeu, sustentando que é preciso completar a União Económica e Monetária (UEM).

Falando à entrada para o chamado Conselho da Primavera, que hoje e amanhã decorre em Bruxelas, o primeiro-ministro defendeu que a continuidade da moeda única é a “base sólida” para o aprofundamento da construção europeia, sustentando ser impraticável pensar-se que, vinte anos depois da criação do euro, seja ainda possível construir uma nova Europa sem ter “essa base sólida” e sem se completar a UEM, reforçando assim a política de convergência, “sem o que as desigualdades se vão agravando”.

Sobre os cinco cenários apresentados recentemente pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, sobre o futuro da Europa, António Costa considerou-os “muito abertos” e vocacionados para “um debate muito amplo sobre diferentes soluções”, sustentando que a União Europeia pode agora “centrar-se no que é essencial” para poder avançar com um conjunto de mais-valias para os diferentes Estados-membros, em matérias tão diversas como as “políticas comerciais, de segurança, defesa e de migrações”, políticas que, segundo o primeiro-ministro português, só poderão alcançar êxito se entretanto os países europeus souberem e quiserem “completar a União Económica e Monetária”.

Depois da reunião de hoje, o primeiro-ministro português participa amanhã numa cimeira informal, juntamente com os restantes 27 líderes, já sem a participação da primeira-ministra britânica, numa reunião preparatória comemorativa do 60º aniversário do Tratado de Roma, a ter lugar na capital italiana no próximo dia 25 de março, encontro onde os líderes europeus vão adotar uma estratégia para o futuro da União Europeia.

Antes da cimeira dos líderes da União Europeia, terão lugar as tradicionais “minicimeiras” partidárias preparatórias do encontro de Roma, onde António Costa reunirá com o grupo dos socialistas europeus.

Estabilidade nas lideranças

Quanto à permanência ou não do atual presidente do Conselho Europeu, António Costa disse ser defensor da “estabilidade nas presidências das instituições” europeias, afirmando-se “confortável” com a provável renovação para um segundo mandato do polaco Donald Tusk, realçando, a este propósito, que o Governo português faz uma “avaliação positiva” do trabalho de Tusk, que pertence ao PPE, antecipando contudo que o “equilíbrio entre famílias políticas” nas instituições europeias terá que ser encontrado noutras instâncias e “negociado entre Socialistas e Democratas e o Partido Popular Europeu (PPE).

In Acção Socialista Digital

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