“O Governo e a velha AD não tinham legitimidade para apenas três meses depois das eleições lançar esta ofensiva laboral”, já que as medidas não estavam nem no programa da AD, nem na campanha eleitoral, sustentou o socialista durante uma interpelação do PCP ao Governo sobre a legislação laboral, acrescentando que “não falaram porque sabiam que não ganhariam as eleições”.
“Por isso, o Governo não tem legitimidade política para este radicalismo, devia retirar esta proposta e voltar ao início”, defendeu.
Miguel Cabrita explicou que se o Governo quer competitividade e produtividade, tem de “apostar na formação; reduzir custos de contexto e não confundir com direitos laborais; reduzir custos de energia; premiar o investimento em inovação; apostar na incorporação de tecnologia na economia; reduzir a burocracia; simplificar; diminuir prazos de licenciamento; reduzir os tempos de justiça”.
O coordenador dos socialistas na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão comentou que o “Governo é rápido a proibir burcas, a alimentar polémicas com identidade de género, a proibir bandeiras, a criar problemas com a nacionalidade, mas é incapaz de resolver os problemas das pessoas na habitação, na saúde, no custo de vida, na educação”.
“Não desviem as atenções, comecem a governar”, instou.