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Evidência dos resultados do país atesta “absurdo” de referência a sanções

Evidência dos resultados do país atesta “absurdo” de referência a sanções

É “absurdo falar em sanções” contra Portugal por parte da Comissão Europeia, por alegadamente o país não ter adotado nos últimos três anos as necessárias medidas para corrigir os seus desequilíbrios macroeconómicos excessivos, afirmou o primeiro-ministro, na Assembleia da República, durante o debate quinzenal.

O primeiro-ministro referia-se ao relatório tornado público esta semana pelo Banco Central Europeu (BCE), apontando a Portugal não ter feito as reformas necessárias, nos últimos três anos, para corrigir os seus desequilíbrios macroeconómicos excessivos. António Costa sublinhou que estas “multas”, a existirem, estariam agora “desatualizadas”, lembrando que o país encerrou o ano de 2016 com o “melhor défice de sempre” nos 42 anos de democracia, que pela primeira vez, como acrescentou, “se situa abaixo dos 3%” e “quatro décimas abaixo do limite que a Comissão Europeia tinha estabelecido”.

Perante estes números e o êxito alcançado, o primeiro-ministro garantiu não ter dúvidas que se já era estranho anunciar multas ao exercício de 2015, muito mais “absurdo é ainda falar em sanções face ao exercício de 2016”, porque a realidade, como aludiu, “desmente em absoluto” o relatório do BCE, que o primeiro-ministro não se cansou de classificar como “desatualizado” e assente num quadro provisional que não corresponde à realidade.

António Costa mostrou ainda a sua estranheza por este relatório, uma vez que muitas das iniciativas aprovadas pelo Governo foram validadas e “aprovadas há seis meses” pelas instâncias europeias, exatamente, como acrescentou, para “resolver problemas estruturais do país”.

Mas se o caminho é ainda longo até se resolverem todos os problemas estruturais com que Portugal se confronta, para o primeiro-ministro só um “hiperoptimista e hiperirritante” é que acreditaria que em quatro ou cinco meses se conseguiria solucionar todos os obstáculos e dificuldades.

In Acção Socialista Digital

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