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TAP: Relatórios não se fazem com perguntas acusatórias mas com respostas

TAP: Relatórios não se fazem com perguntas acusatórias mas com respostas

O coordenador do PS na comissão de inquérito à TAP, Bruno Aragão, alertou hoje que “um relatório não se faz com perguntas acusatórias” e criticou os partidos que continuam com a “mesma narrativa” que tiveram no início dos trabalhos da comissão.

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Bruno Aragão

Bruno Aragão assinalou, em declarações à comunicação social, que “há partidos que optaram por debater e discutir” o relatório preliminar apresentado na semana passada pela deputada relatora Ana Paula Bernardo, fazendo propostas de alteração. “E há depois os outros que entenderam não fazer qualquer apresentação de propostas”, como o PSD, lamentou.

“Há uma coisa que sabemos: há partidos que preferiram não vir a este debate”, asseverou.

O socialista salientou que “não há uma maioria de diálogo sem uma minoria de diálogo. Ou os partidos estão dispostos a dialogar, a discutir e depois aprovar, ou então esse escrutínio e o impacto sobre o relatório serão seguramente mais difíceis”, sublinhou.

Bruno Aragão deixou outro aviso ao PSD: “Um relatório não tem espírito, tem corpo. O que nós votamos é o corpo do relatório – introdução, factos e conclusões”. “Há esta ideia de que o relatório tem um espírito e que, portanto, não é preciso trabalhar o seu corpo”, explicou.

O deputado do PS explicou em seguida que “um relatório não se faz com perguntas acusatórias, faz-se com respostas”. E notou que há “muitas conclusões a serem tiradas a partir de perguntas, independentemente das respostas” que tenham sido dadas nas audições da comissão de inquérito, nos depoimentos escritos ou na “enorme base documental” a que os deputados tiveram acesso.

“O PSD centra as suas conclusões, curiosamente, em dois grandes pontos. Na noite de 26 de dezembro, que deve ser evidentemente escrutinado, como sempre dissemos, na sede própria, e naquilo que pode ter sido a ingerência que o PSD entende que o Governo do Partido Socialista teve sobre a TAP, independentemente das respostas que tiveram”, disse o parlamentar, comentando que “há partidos que hoje têm exatamente a mesma narrativa que usaram para o início da comissão”.

Vincando que o “tom acusatório que se mantém até ao fim desta comissão de inquérito vai ser uma marca”, Bruno Aragão pediu “aos partidos que apresentaram propostas para discutirem também com o Partido Socialista a melhor forma de as incluir no relatório”, lembrando que as propostas serão votadas uma a uma.

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