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Ministro da Educação será conhecido como Fernando Alexandre “O Negligente”

Ministro da Educação será conhecido como Fernando Alexandre “O Negligente”

O presidente do Grupo Parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, acusou o ministro da Educação de negligência e incompetência por ter avançado para um modelo de avaliação de exames que prejudicou milhares de alunos do ensino secundário.

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Depois da audição do ministro Fernando Alexandre na Comissão de Educação e Ciência, Eurico Brilhante Dias comentou, em declarações à comunicação social, que “um dos aspetos mais importantes do dia de hoje é o facto de o senhor ministro dizer que não recebeu um relatório do antigo responsável pelo Júri Nacional de Exames” sobre o teste-piloto de Filosofia, realizado em 2025, que “redundou num conjunto alargado de erros”.

Ou seja, o governante decidiu avançar para um modelo de avaliação dos exames “de forma negligente”, uma “negligência grosseira que colocou em causa os exames do ano 2026 e a vida de milhares de alunos e famílias”, criticou.

“O ministro da Educação foi negligente e incompetente”, o que lhe vale a atribuição do cognome “Fernando Alexandre ‘O Negligente’”, atacou Eurico Brilhante Dias, afirmando esperar que o governante explique como tomou a decisão de avançar com o modelo de avaliação mesmo “não tendo recebido um relatório, que diz que não existe”.

O líder parlamentar do PS defendeu que, na passada sexta-feira à noite, quando as notas começaram a ser afixadas, o Governo deveria ter tomado a decisão “de garantir que todos os alunos recebiam as notas ao mesmo tempo para que a igualdade de circunstâncias pudesse ser assegurada”, o que não aconteceu, uma vez que há notas que não foram atribuídas, notas negativas e exames trocados.

Eurico Brilhante Dias referiu o momento em que o ministro “acusou as famílias de serem imprudentes” por terem marcado férias depois do período dos exames nacionais e assegurou que, na verdade, “imprudente foi quem avançou de forma negligente com este processo de exames sem estarmos preparados”.

O presidente da bancada socialista disse mesmo que “o ministro da Educação chegou ao mesmo patamar da ministra da Saúde”.

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