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José Luís Carneiro pergunta ao PM até quando vai continuar insensível às dificuldades dos portugueses

José Luís Carneiro pergunta ao PM até quando vai continuar insensível às dificuldades dos portugueses

O Secretário-Geral do PS, José Luís Carneiro, acusou o Governo de “arrecadar receita à custa do sacrifício dos portugueses” e lamentou a “insensibilidade” do primeiro-ministro face ao aumento do custo de vida.

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Durante o debate quinzenal com a presença do primeiro-ministro, José Luís Carneiro deu o exemplo de um cidadão de Serpa que abasteceu o seu carro em Espanha, junto à fronteira com Portugal, e concluiu que, “para atestar um depósito de 40 litros, um cidadão português paga mais 18 euros” que um espanhol.

Assegurando que “só o primeiro-ministro e a bancada AD é que traçam um quadro cor-de-rosa da vida dos portugueses”, o secretário-geral do PS perguntou a Luís Montenegro até quando se vai manter “insensível ao custo de vida dos portugueses”.

“Há pessoas que contam os cêntimos para fazerem as contas àquilo que vão comprar no supermercado a cada fim de semana”, frisou.

José Luís Carneiro considerou depois “imoral o Governo estar a arrecadar receita à custa do sacrifício dos portugueses”. E explicou que “se contarmos com um expectável aumento da inflação de 1,5% – o que significa um aumento de 71% em relação ao que estava previsto no Orçamento do Estado –, é possível fazer uma previsão de um aumento da receita de IVA sobre os combustíveis na ordem dos 500 milhões de euros por ano”.

O líder do Partido Socialista lembrou depois quando o primeiro-ministro prometeu baixar a carga fiscal e, contrariando-se, “aumentou a carga fiscal”. De acordo com José Luís Carneiro, Luís Montenegro conseguiu alcançar o título da “segunda maior carga fiscal dos últimos 15 anos”.

No final da sua intervenção, o secretário-geral do PS recordou quando afirmou que o saldo da Segurança Social seria superior a mil milhões de euros e o ministro das Finanças e o primeiro-ministro “vieram desmentir o líder do PS”. Ora, a verdade é que o relatório do INE veio agora dizer que o saldo da Segurança Social foi superior a 1.200 milhões de euros.

Luís Montenegro “faltou à verdade a este Parlamento”, acusou.

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