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José Luís Carneiro acusa Governo de falhar promessas e responsabiliza primeiro-ministro pela crise no SNS

José Luís Carneiro acusa Governo de falhar promessas e responsabiliza primeiro-ministro pela crise no SNS

O Secretário-Geral do Partido Socialista acusou, esta quarta-feira, o primeiro-ministro de ter falhado “de uma forma clara e inequívoca” na resposta aos problemas da saúde, responsabilizando diretamente Luís Montenegro pela degradação do Serviço Nacional de Saúde e pela manutenção em funções de uma ministra que, vincou, “há muito perdeu a autoridade política” necessária para liderar o setor.

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À margem da Gala da Liberdade, no Barreiro, José Luís Carneiro contrapôs a posição do PS à atuação do executivo da AD, sustentando que a equipa chefiada por Montenegro não cumpriu os compromissos assumidos perante os portugueses, tendo mesmo agravado as dificuldades já existentes no SNS, apesar do aumento de meios e de recursos financeiros.

“O primeiro-ministro falhou de uma forma clara e inequívoca, em relação à promessa que fez aos portugueses”, acusou, lembrando que Luís Montenegro prometera em campanha eleitoral encontrar, no prazo de seis meses, um plano de ação para responder aos problemas da saúde.

“Não resolveu os problemas que visava resolver, pelo contrário, mesmo com mais meios humanos, com mais recursos investidos, o primeiro-ministro agravou o problema que já era suficientemente sensível no Ministério da Saúde”, criticou o líder socialista, em declarações que surgem depois de o PS, pela voz de Mariana Vieira da Silva, ter defendido a demissão da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, acusando-a de ter desistido do SNS perante “dados gravíssimos de deterioração na resposta” prestada às populações.

Para José Luís Carneiro, a responsabilidade política pela situação vai além da titular da pasta governativa, atingindo diretamente o chefe do executivo.

“O primeiro-ministro falhou e é o primeiro e mais importante responsável por manter uma ministra em funções, quando ela, há muito, perdeu a autoridade política que deveria ter para garantir a organização e a eficácia da resposta do Serviço Nacional de Saúde”, reforçou.

O líder socialista apontou o distrito de Setúbal como um dos exemplos mais evidentes das falhas do Governo na área da saúde, numa região onde persistem dificuldades de acesso a cuidados médicos e respostas hospitalares insuficientes.

Questionado sobre a possibilidade de uma mudança governativa na tutela da Saúde piorar ainda mais a situação, o Secretário-Geral atirou que “pior é impossível”.

José Luís Carneiro considerou ainda que a permanência da ministra em funções demonstra “uma grande desconsideração” e “uma grave insensibilidade perante os problemas que afetam as pessoas todos os dias”, acusando o executivo de ignorar os sinais de deterioração do SNS.

PS disponível para dialogar avisa que populações não podem esperar

Apesar das críticas, reiterou a disponibilidade do Partido Socialista para o diálogo institucional em torno de soluções estruturais para o setor, na sequência do apelo feito pelo Presidente da República.

“Quero que fique claro: nós manifestámos a nossa abertura para o apelo que fez o senhor Presidente para podermos fazer um diálogo, tendo em vista alicerçar respostas fundamentais para o futuro”, enfatizou, manifestando o desejo de que “esse diálogo e essa cooperação sejam bem sucedidos”.

Ainda assim, o líder do PS advertiu que os problemas no terreno exigem respostas urgentes e não podem ficar dependentes de processos prolongados de negociação.

“As populações não podem esperar um ano porque todos os dias estão a bater à porta dos hospitais e dos centros de saúde”, alertou, defendendo a necessidade de “garantir respostas adequadas à salvaguarda da vida das pessoas e da dignidade das pessoas”.

“É isso que se exige ao primeiro-ministro, porque é o primeiro e mais importante responsável do Governo”, rematou.

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