Crise na Saúde em Portugal: PS responsabiliza primeiro-ministro e questiona continuidade da ministra
O Partido Socialista voltou a colocar a crise na saúde em Portugal no centro do debate político, responsabilizando diretamente o primeiro-ministro pela situação atual do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e pela continuidade da ministra da Saúde.
Em declarações após reunião do Secretariado Nacional, a secretária nacional do PS, Maria Antónia Almeida Santos, afirmou que a decisão sobre a permanência da ministra é exclusivamente política e cabe ao chefe do Governo:
“Compete ao senhor primeiro-ministro prescindir da senhora ministra ou não.”
PS critica resultados do SNS e aponta falhas estruturais
Segundo o PS, os indicadores da saúde têm vindo a piorar, refletindo problemas profundos na gestão do setor. Maria Antónia Almeida Santos foi clara ao afirmar que:
“Os números não mentem. A saúde está hoje muito pior em Portugal do que há dois anos.”
A dirigente socialista considera que a atual ministra da Saúde “não tem mais condições para continuar”, apontando uma gestão errática ao longo dos últimos anos.
Degradação do Serviço Nacional de Saúde em foco
- Dificuldades no acesso aos cuidados de saúde
- Carência de profissionais
- Crescente procura devido ao envelhecimento da população
- Impactos ainda visíveis da pandemia
O PS acusa o Governo de ignorar estes desafios estruturais, defendendo que:
“Tudo falhou” nas promessas feitas para resolver os problemas do SNS.
Pressão política sobre o Governo
Para os socialistas, a responsabilidade não recai apenas sobre a ministra da Saúde, mas sobretudo sobre o primeiro-ministro, que mantém o poder de decisão política.
Maria Antónia Almeida Santos reforçou a necessidade de ação imediata:
“O primeiro-ministro tem que atuar (…) chega de desculpas.”
O PS a questionar a liderança na área da saúde e a exigir decisões concretas num contexto de crescente preocupação dos cidadãos com o acesso e qualidade dos cuidados de saúde.