“Infelizmente, o Serviço Nacional de Saúde está em queda”, lamentou a socialista, esta quarta-feira, durante o debate agendado pelo Livre sobre o SNS após dois anos de governação da AD.
Susana Correia recordou que “a AD prometeu um Serviço Nacional de Saúde mais eficiente, mais rápido e mais acessível”, mas a verdade é que “o país tem hoje um Serviço Nacional de Saúde mais frágil, mais instável e mais desigual”.
A coordenadora dos socialistas na Comissão de Saúde acusou o Executivo de governar “entre anúncios” e disse que “falha em eficiência e na execução”, cedendo aos “interesses instalados” e tomando “decisões sem qualquer racional”.
A socialista frisou que “aumentou o número de utentes sem médico de família, apesar da promessa do primeiro-ministro” de que ia haver “médicos de família para todos os portugueses”. Falhou igualmente a promessa de chegar aos “zero utentes a aguardar cirurgia oncológica”.
“Este Governo está sem soluções”, atacou a deputada do PS, assegurando que o “SNS apresenta o maior défice dos últimos tempos”.
Contrariando a ministra da Saúde, Susana Correia asseverou que, “neste momento, há mesmo medicamentos em que os contratos estão parados”, o que significa que há “utentes sem medicamentos”.
A socialista pediu à ministra “responsabilidade para governar”, ao invés de atirar “responsabilidades para fora, prejudicando com isso os portugueses”.
Depois de analisar o estado do Serviço Nacional de Saúde, Susana Correia concluiu que o “prognóstico é reservado” e admitiu não ter confiança “na equipa que está de serviço, e os portugueses também não”.