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Governo anuncia mais de 700 milhões de euros de investimento público em equipamentos sociais

Governo anuncia mais de 700 milhões de euros de investimento público em equipamentos sociais

Está em curso em Portugal “o maior investimento público alguma vez realizado em equipamentos sociais”. A garantia foi deixada pelo primeiro-ministro, esta manhã, numa sessão pública em Almada, avançando que serão 700 milhões de euros de verbas provenientes do PRR que começaram já a requalificar e a alargar a rede nacional de equipamentos sociais.

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António Costa, Almada

O primeiro-ministro, António Costa, falava hoje no encerramento de uma sessão em Almada para divulgar o dossiê de investimentos públicos que o Governo tem preparado com vista à requalificação e alargamento da rede de equipamentos e respostas sociais, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e da 3ª geração do programa PARES.

Em toda esta operação, António Costa destacou o trabalho decisivo que a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, tem vindo a desenvolver, um elogio que estendeu ao facto de hoje mesmo se ter procedido ao pagamento retroativo das pensões mais baixas e por se ter “iniciado a discussão parlamentar da Agenda para o Trabalho Digno”.

Quando à área especifica da solidariedade social, o primeiro-ministro lembrou que no programa estão “envolvidas mais de 400 entidades de todo o país” com projetos para equipamentos novos ou para a recuperação de outros, como creches, lugares para idosos ou para pessoas deficientes, insistindo que são 700 milhões de euros o total do investimento público, que “terão um efeito multiplicador”, a que acresce, como salientou, “o investimento que o setor solidário e social também mobiliza”.

Quanto às críticas dirigidas ao Governo, de apenas estar preocupado em utilizar o PRR com o próprio Estado, António Costa adiantou alguns números que contradizem esta visão “profundamente errada”, lembrando, por exemplo, que no âmbito do PARES, e no que respeita ao apoio dos idosos, haverá um investimento público de 234 milhões de euros, que decorrerá a par de um outro investimento de 394 milhões de euros “a mobilizar pelo conjunto da sociedade civil e pelo setor social e solidário”.

O primeiro-ministro, que esteve também acompanhado pela ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, pela secretária de Estado da Inclusão, Ana Sofia Antunes, e pala autarca socialista de Almada, Inês de Medeiros, referiu ainda que as mais de 100 instituições que hoje marcaram presença na sessão, com contratos já consolidados e entregues, vão poder, a partir de agora, “começar a utilizar estes recursos disponibilizados pelo PARES ou pelo PRR”. Sendo que estes são recursos, como frisou, que não se destinam para as instituições em si, “mas para investirem na requalificação de mais lugares e em mais equipamentos”, sublinhando que este programa tem “58 mil pessoas concretas que vão beneficiar deles, desde crianças, pessoas com deficiências e idosos”.

“Este dinheiro não é para o Estado, não é sequer para as misericórdias, nem para as mutualidades, nem para as Instituições Privadas de Solidariedade Social (IPSS). Este dinheiro é mesmo para as pessoas a quem as misericórdias, mutualidades e IPSS prestam um inestimável serviço ao país”, concretizou.

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