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“Fundos europeus estão a cumprir a sua missão”

“Fundos europeus estão a cumprir a sua missão”

A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, visitou esta terça-feira três empresas nos concelhos de Alcobaça, Leiria e Pombal, que usaram fundos europeus dos concursos lançados pelo Governo, para redirecionar a sua atividade económica ou criar novos produtos, investindo em investigação e inovação.
“Fundos europeus estão a cumprir a sua missão”

“Em pleno período de pandemia, as empresas não estiveram paradas, nem de braços cruzados. Aproveitaram para desenvolver e diversificar os seus negócios”, disse Ana Abrunhosa.

Foi o caso da Socem ED – Fabricação, Engenharia e Desenvolvimento de moldes, S.A., empresa de Alcobaça que apostou na diversificação da atividade, criando equipamentos de proteção individual, como máscaras e viseiras de alta qualidade e personalizáveis. O trabalho – desde à conceção aos protótipos – foi realizado em tempo recorde.

Em Leiria, a ministra visitou a Sensing Evolution, uma start up criada em 2015 com o objetivo de desenvolver soluções tecnológicas para área da saúde, e que aproveitou o conhecimento adquirido para lançar-se no desenvolvimento de uma plataforma Web e de uma App destinada a facilitar e aumentar o número de testes Covid-19. Esta ferramenta vai permitir a realização de testes em casa, no local de trabalho, em laboratórios e farmácias, enquanto fornece às autoridades de saúde – de forma anónima e com consentimento do utente – estatísticas dos resultados. Pretende ainda ter um papel ativo na vacinação em massa contra a Covid-19, através de marcação, quando a vacina estiver disponível.

Já em Pombal, na visita a uma terceira empresa, a ministra conheceu as soluções desenvolvidas por um consórcio liderado pela Shapetek – Tecnologias de Maquinação – para a abertura de portas em segurança. Destinada, numa primeira fase, a hospitais, escolas e outros espaços de grande afluência, o projeto desenhou um sistema de apoio à abertura de portas, sem o uso das mãos, evitando assim o toque em superfícies propícias à propagação do vírus. O projeto resultou da colaboração com o Centro Tecnológico da indústria de Moldes e o Instituto Politécnico de Coimbra.

“Vamos daqui muito satisfeitos porque visitámos três magníficos exemplos de como os fundos europeus chegam ao território para cumprir a sua missão”, referiu Ana Abrunhosa, recordando ainda que, graças a estes apoios e à coragem dos empresários, Portugal ficou menos dependente do exterior, ganhando autossuficiência em vários domínios e, até, capacidade exportadora, numa altura crítica para todos.

Refira-se que, no âmbito dos programas Inovação Produtiva e I&D Empresas em contexto de Covid-19, foram já aprovados cerca de 600 projetos, mobilizando 115 milhões de euros em fundos europeus.