home

Falta de acordo na concertação social é uma derrota do primeiro-ministro

Falta de acordo na concertação social é uma derrota do primeiro-ministro

“A ausência de acordo na concertação social sobre as questões laborais é, acima de tudo, uma derrota do Governo e do próprio primeiro-ministro”, asseverou o deputado do PS Miguel Cabrita, que acusou o executivo da AD de ter conduzido o processo negocial “num clima de chantagem e de descredibilização dos sindicatos”.

Publicado por:

Acção socialista

Ação Socialista

Órgão Nacional de Imprensa

O «Ação Socialista» é o jornal oficial do Partido Socialista, cuja direção responde perante a Comissão Nacional. Criado em 30 de novembro de 1978, ...

Ver mais

Notícia publicada por:

Depois de a reunião na concertação social ter terminado, mais uma vez, sem acordo quanto às alterações à lei laboral, Miguel Cabrita frisou, em declarações à comunicação social, que “o Governo desistiu do diálogo social”.

“O Governo geriu mal este processo do primeiro ao último dia”, criticou o socialista, lembrando que o executivo apresentou uma proposta – que não constava do seu programa eleitoral – “cheia de recuos para os jovens, para os trabalhadores e para as famílias”.

O Governo “nunca soube entender os sinais que foi recebendo, das críticas imediatas dos sindicatos a muitos setores da sociedade portuguesa, houve uma greve geral e o Governo não entendeu, houve propostas da UGT para alterar profundamente este pacote laboral e o Governo não entendeu”, lamentou.

O coordenador dos socialistas na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão disse que o processo negocial foi feito num “clima inédito de tentar encontrar um acordo ao mesmo tempo que, sistematicamente, se pressionava e se procurava descredibilizar o lado sindical”.

Miguel Cabrita assegurou que “a agenda do PS é completamente diferente”, estando “alinhada com o país e com as necessidades dos trabalhadores, dos jovens, das famílias e da economia”.

Admitindo não saber que proposta legislativa é que o Governo vai fazer chegar à Assembleia da República, o deputado sustentou que as propostas do PS “serão todas para procurar reequilibrar esta agenda, que nasceu muito desequilibrada a favor de um dos lados e que o Governo nunca revelou nem disponibilidade, nem vontade, nem capacidade para reequilibrar”.

ARTIGOS RELACIONADOS