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Estudantes bolseiros deslocados com apoio para alojamento reforçado até 38%

Estudantes bolseiros deslocados com apoio para alojamento reforçado até 38%

Os bolseiros que estão a estudar longe de casa vão poder contar com um reforço do complemento ao alojamento por parte do Estado, que poderá chegar aos 38%. A garantia foi dada esta manhã, no Parlamento, pela ministra do Ensino Superior e da Ciência, Elvira Fortunado, que explicou tratar-se de uma ajuda que poderá “ultrapassar os cinco mil euros anuais”.

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Elvira Fortunato

A ministra da Ciência e Ensino Superior esteve esta manhã no Parlamento, num debate sobre o início do ano letivo, onde anunciou uma nova ajuda financeira aos estudantes que estão a estudar longe de casa. Garantindo que a medida entrará em vigor “já este ano letivo”, mostrou-se convicta de que esta nova iniciativa do Governo de ajuda aos estudantes deslocados vai ao encontro dos “preços médios do alojamento privado praticado nas diferentes cidades do país”.

A este propósito, Elvira Fortunado adiantou alguns exemplos, referindo os casos dos concelhos de Lisboa, Cascais e Oeiras, onde os apoios ao alojamento para os estudantes bolseiros deslocados passam a ser de 456,41 euros mensais e de 432,39 euros no Porto. Em Faro sobem para 360,32, no Funchal, Setúbal e Almada para 336,30 euros, em Ponta Delgada, Aveiro, Braga, Odivelas, Matosinhos e Amadora, para os 312,28 euros e em Coimbra, Évora, Portimão, Vila Nova de Gaia, Maia e Barreiro, para os 288,26 euros.

As ajudas agora aprovadas pelo Governo, como salientou ainda a ministra da Ciência e Ensino Superior, correspondem a um aumento até 38% nos apoios atribuídos ao alojamento de estudantes deslocados, representando para os estudantes alojados fora de residências um aumento dos apoios anuais “entre 240,20 euros e 1.321,21 euros”.

Com este novo reforço, os estudantes bolseiros deslocados que estejam alojados fora de residências públicas passam a receber anualmente entre 2.642,40 e 5.020,51 euros de apoio para custear as suas despesas de alojamento.

Apoios têm aumentado

Desde setembro de 2022 que este complemento de alojamento foi já aumentado e reforçado “por quatro vezes”, tendo crescido entre 17% a 63%, “muito acima do que foi a evolução registada nos preços do alojamento privado”. A ministra referiu ainda que a maioria dos primeiros projetos para novas camas que foram contratualizados há um ano, em setembro de 2022, “estão já em construção ou prestes a arrancar”.

Ainda no debate desta manhã no Parlamento, Elvira Fortunato assegurou que o ano letivo em curso “está a começar de acordo com o previsto”, garantindo mesmo que está a correr muito bem “face a todas as melhorias introduzidas no Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior assim como na Ação Social”, não deixando, contudo, de referir o “muito que ainda há a fazer”, com destaque, como salientou, para a questão da habitação.

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