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Emigração: PS elege mais dois deputados e alcança 119 mandatos

Emigração: PS elege mais dois deputados e alcança 119 mandatos

A contagem dos votos dos círculos da emigração nas eleições legislativas apurou a eleição de mais dois deputados do PS à Assembleia da República, conferindo assim 119 mandatos à maioria absoluta socialista.

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De acordo com os resultados publicados pela Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), apurado o escrutínio nos 34 consulados, o PS obteve 37,72% dos votos, face aos 28,40% do PSD, o segundo partido mais votado, elegendo Paulo Pisco pelo círculo da Europa (com 40,37%) e Augusto Santos Silva pelo círculo de Fora da Europa (com 29,76% dos votos).

O apuramento nos círculos da emigração completa o quadro parlamentar para o próximo ciclo legislativo. O PS foi o partido mais votado nestas eleições legislativas, com 41,5%, o que corresponde a 2.343.866 votos, quase mais 700 mil votos que a segunda força política, obtendo 119 deputados em 230 mandatos.

PS lamenta decisão de anular mais de 157 mil votos da Europa

O PS lamentou ainda, pela voz de Paulo Pisco, a decisão tomada pela mesa da assembleia de apuramento geral do círculo da Europa, em resultado de reclamações apresentadas pelo PSD, de anular mais de 157 mil votos, cerca de 80% dos votos enviados, por terem sido recolhidos em mesas de apuramento que juntaram os que vinham acompanhados de cópia de cartão de cidadão e os que não estavam acompanhados deste documento.

Uma situação que o cabeça de lista e deputado eleito considerou “totalmente inaceitável” e “absolutamente evitável”, sublinhando a perceção que as pessoas têm no estrangeiro de que não devem utilizar fotocópias do cartão de cidadão.

O deputado socialista apontou ainda que nas mesas do círculo de Fora da Europa os votos em circunstâncias idênticas, sem estarem acompanhados de cópia do cartão de cidadão, foram validados.

“É uma situação totalmente inaceitável e era absolutamente a evitável, se não tivesse sido esta obsessão que o PSD manifestou de querer anular os votos, em profundo desrespeito pela vontade de participação eleitoral dos portugueses residentes no estrangeiro”, lamentou.

O PS chegou a considerar recorrer, junto do Tribunal Constitucional, da decisão de anulação dos votos, tendo decidido não avançar com essa intenção, como explicou Paulo Pisco, para evitar “mais perturbação do que aquela que já houve”, observando que também não ficava alterada a distribuição de mandatos, garantindo, contudo, que “uma das prioridades do Partido Socialista na Assembleia da República será a alteração da lei eleitoral, para que nunca mais se repita este episódio verdadeiramente a reprovável”.

Veja também o comunicado do Partido Socialista sobre os resultados eleitorais nas comunidades.

[Nota: notícia atualizada com a posição do PS sobre o recurso da anulação de votos]

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