“O ministro da Educação já chumbou na época normal, que estava agendada para o dia 14, já só lhe resta a época de recurso, que será no dia 17. Mas esse dia é um dia de avaliação não apenas para o ministro, mas também para o primeiro-ministro”, afirmou o dirigente socialista, em declarações aos jornalistas, na sede do partido, em Lisboa.
Questionado sobre as declarações de Luís Montenegro à SIC, na noite de quinta-feira, durante o festival NOS Alive, sobre a situação grave que se vive na educação, disse estranhar o contexto escolhido e usou da ironia.
“Não deixa de ser impressionante que a comunicação social agora só encontra o primeiro-ministro em ‘flash interview’ de jogos de futebol e em festivais”, criticou.
Para André Moz Caldas, “o problema é muito profundo” e é preciso ver “se não está relacionado com o desmantelamento das estruturas do Ministério da Educação que o ministro Fernando Alexandre empreendeu”.
“E se não há riscos colocados também no concurso nacional de acesso ao ensino superior e a abertura do ano letivo”, acrescentou.
Sobre os números avançados na véspera pelo Governo de que 75% dos exames já estão corrigidos, o dirigente socialista lembrou que “cada ponto percentual de provas de exame nacional por corrigir são três mil provas”.
“Portanto, com os números de ontem [quinta-feira], não podemos estar tranquilos de maneira nenhuma”, sublinhou.