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Correia de Campos quer ser “facilitador de consensos que façam mover o país”

Correia de Campos quer ser “facilitador de consensos que façam mover o país”

O novo presidente do Conselho Económico e Social (CES), António Correia de Campos, afirmou que procurará desempenhar as suas funções como um “facilitador e gerador de consensos”, com o objetivo de alcançar “resultados que façam mover o país”.

Falando na Assembleia da República, onde ontem tomou posse, Correia de Campos sublinhou que o CES tem “exercido e demonstrado a sua capacidade crítica das políticas económicas que por lei analisa e dos seus resultados”, não se coibindo de “aconselhar os governos sobre esperanças e enganos” na sua atuação.

“Constitui, pela sua composição e experiência acumulada, um recurso de inestimável valor para a análise do desempenho da economia e sobretudo para abrir o conhecimento do que se prospetiva, no difícil contexto de interdependências em que vivemos, dentro e fora da Europa”, acrescentou, sobre o papel do orgão que presidirá.

Antes, o presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, elogiou Correia de Campos, a quem conferiu posse, como uma personalidade de “inegável competência” e um “servidor público como há poucos”.

“Se agora teve o apoio de dois terços dos votos expressos em urna, estou certo que no final do mandato sairá com o apoio praticamente unânime dos deputados e parceiros sociais”, realçou.
Lembrando que Portugal tem hoje “vários desafios que se podem resumir numa palavra: qualificação”, Ferro Rodrigues assinalou que o CES “é o palco por excelência do diálogo social”, desejando “bom trabalho e boa sorte” ao novo presidente.