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Comemorações conjuntas “celebram o futuro”

Comemorações conjuntas “celebram o futuro”

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, destacou ontem no Parlamento que as celebrações conjuntas, entre Portugal e Espanha, em torno dos 500 anos da viagem de circum-navegação iniciada por Fernão de Magalhães se destinam “a celebrar o futuro”.
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O chefe da diplomacia falava no decurso de uma audição na comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portugueses, no âmbito a 40ª reunião da comissão bilateral permanente entre os EUA e Portugal, tendo salientado que as comemorações da epopeia marítima também incluem “todos os países de cujas nacionalidades são os membros da expedição de Magalhães-Elcano”, como a Espanha, o Chile, África do Sul, Cabo Verde, Filipinas, Indonésia, Timor, Bornéu, Uruguai e Argentina.

“A ideia de apresentação conjunta à Unesco da rota Magalhães-Elcano, que une estes 14 países, por Portugal e por Espanha e todos os países que se quiserem associar, é uma ideia extremamente generosa que valorizará este feito global de muita gente”, acrescentou o governante, esclarecendo que cada país terá, como é natural, o seu próprio programa nacional de comemorações.

Ministra da Cultura: Polémica “artificial” alerta para populismos e nacionalismos

Já sobre a questão que tem sido levantada, em torno da paternidade da viagem de circum-navegação, a ministra da Cultura, por seu lado, desvalorizou o que apelidou de “polémica artificial”, considerando ser esta uma boa oportunidade para que Portugal e Espanha envidem esforços conjuntos contra os populismos.

Falando durante um almoço de empresários realizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola, Graça Fonseca fez a referência a propósito de um relatório da Real Academia de História de Espanha, elaborado a pedido do diário ABC e divulgado no passado fim de semana, no qual é afirmado que a viagem teria sido um projeto exclusivamente espanhol.

“Há um percurso conjunto que liga Portugal e Espanha numa evolução política, económica e social, que talvez devesse levar os países a colocar os populismos e nacionalismos de parte e a falar bilateralmente sobre o que deveríamos estar a fazer para o futuro, para que o populismo e os nacionalismos não ganhem terreno”, afirmou.