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António Costa em Viana do Castelo: Governação do PS ganha à direita em “todos os pontos de comparação”

António Costa em Viana do Castelo: Governação do PS ganha à direita em “todos os pontos de comparação”

Nos últimos seis anos os governos do PS foram capazes de gerir “melhor as finanças públicas e apresentar melhores resultados orçamentais” que um qualquer dos governos do PSD, garantiu o Secretário-geral socialista, lembrando que a economia portuguesa “cresceu sete vezes mais do que tinha crescido nos 15 anos anteriores”.

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António Costa, comício em Viana do Castelo

Intervindo ontem no comício no Teatro Sá de Miranda, em Viana do Castelo, depois de ter usado da palavra o cabeça de lista do PS pelo círculo eleitoral, Tiago Brandão Rodrigues, António Costa garantiu que o PS partiu para estas eleições legislativas “sem medo de comparações em todos os pontos com qualquer governo do PSD”, lembrando que os números não enganam quando enunciam que há hoje uma economia mais sólida, melhor gestão das finanças públicas e melhores resultados orçamentais, com a economia a crescer mais sete vezes do que nos 15 anos anteriores e com uma taxa de desemprego que é hoje metade daquela que era quando o PS assumiu responsabilidades governativas.

De acordo com o líder socialista, para além dos avanços que o país foi capaz de realizar nos últimos cinco ou seis anos em matéria económica, o Governo do PS foi igualmente corresponsável e competente para melhorar o valor do salário mínimo nacional, para fazer aumentos extraordinários das pensões, ou para desenvolver políticas capazes de baixar a taxa de abandono escolar, colocando hoje Portugal numa posição melhor do que a que se verifica em países como a Alemanha ou a Dinamarca.

António Costa lembrou ainda que em 2015, no Governo do PSD, a “taxa de juro que o país pagava pela sua dívida era superior aos 4%”, sendo que hoje, graças às políticas introduzidas pelo executivo socialista, foi possível “poupar só ao Estado cerca de três mil milhões de euros por ano”, que é o valor que o país paga a menos, como lembrou, com a “taxa de juro a baixar sucessivamente de ano para ano”.

À soma destes benefícios trazidos para as contas do Estado, como salientou o Secretário-geral do PS e primeiro-ministro, alcançados graças à redução da taxa de juro, há ainda que somar o que foi também alcançado para as famílias e para as empresas, com poupanças que chegam aos sete mil milhões de euros por ano, “quase metade da ‘bazuca’”, que é quanto hoje se poupa “graças à credibilidade internacional que o país reconquistou”, voltando António Costa a criticar o líder do PSD por este ter já afirmado que manteria todas as premissas da política de austeridade se tivesse sido na altura primeiro-ministro.

Virar a página

“Que ninguém vá ao engano”, declarou António Costa em Viana do Castelo em relação à coerência do líder do PSD. Lembrou a propósito que Rui Rio “sempre disse e criticou o aumento do salário mínimo ou o aumento do rendimento das famílias”, mantendo sempre a sua velha coerência de acreditar que a economia apenas poderá crescer se se baixarem os impostos a todas as empresas, indiferentemente “se investem ou não na sua modernização ou se criam ou não emprego”.

Para António Costa, o líder do PSD ainda “acredita no milagre”, sempre desmentido, de que é apenas baixando os impostos para todas as empresas que a economia, por artes mágicas, pode crescer, como se a economia, referiu o líder socialista, “não dependesse de cada uma e de cada um daqueles que consomem, que trabalham e que criam riqueza”.

O Secretário-geral do PS trouxe também à baila o tema do IVA da restauração, recordando que a proposta do PSD “deve ser lida com toda a atenção”, a exemplo do que se deve fazer em relação “àquelas pequeninas letras que aparecem nos contratos de seguro”, acusando Rui Rio de hoje dizer uma coisa e de amanhã propor outra bem diferente, ao recordar que o presidente social-democrata se mostrou contra a descida do IVA quando, há dois anos, o Governo do PS a aprovou.

Quanto ao PS, António Costa voltou a evidenciar o seu reconhecido otimismo, garantindo que “está para ser inventado o problema que os socialistas não sejam capazes de resolver”, mostrando-se convicto de que os socialistas vão ser capazes de virar a página desta crise política, tal como foram capazes de “enfrentar e de ultrapassar a austeridade e a estagnação económica” herdadas do PSD.

Não deixando de lamentar que, quando o seu Governo estava a “meio do caminho” e o país atravessava uma grave pandemia, alguns “terem achado que era altura de criar uma crise política”, António Costa lembrou, contudo, que “nós não somos gente de desistir nem de virar a cara à luta”.

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