A posição foi assumida por André Moz Caldas, dirigente do PS, em resposta a questões colocadas pelos jornalistas durante a conferência de imprensa realizada ontem na sede nacional do partido, em Lisboa, na sequência da primeira reunião do Secretariado Nacional após a sua eleição.
O momento ficou marcado pelo enquadramento do debate político em torno das regras de financiamento dos partidos, numa altura em que o PS manifesta forte oposição à proposta anunciada pelo Chega sobre a matéria.
Os socialistas criticam que o partido chefiado por André Ventura pretenda “compatibilizar transparência com privacidade”, defendendo que, em nome da clareza democrática, os nomes dos doadores devem ser públicos.
“O Chega dá uma no cravo – verde, como sabemos – e outra na ferradura. O Chega apresentou uma proposta dizendo que quer compatibilizar transparência com privacidade. Nestas coisas é nos detalhes que o diabo se esconde”, afirmou André Moz Caldas.
Alertando que “para querer compatibilizar transparência com privacidade, alguma coisa o Chega quererá esconder”, o dirigente do PS vincou claramente que “o Partido Socialista, nesta matéria, está do lado da transparência apenas”, sustentando que “os donativos devem ser nominativos e esses nomes devem ser conhecidos do público”.
Neste enquadramento, o porta-voz do Secretariado socialista reafirmou o compromisso do partido com a exigência ética na vida pública, sublinhando ser “fundamental que não se deteriore um discurso que permita restaurar a confiança dos cidadãos nas instituições”.
“O PS tem estado sempre desse lado do combate político e continuará a estar”, rematou Moz Caldas, defendendo uma cultura política assente na transparência e na responsabilização.