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PSD demonstrou que até a sua proposta anti-inflação é “austeritária”

PSD demonstrou que até a sua proposta anti-inflação é “austeritária”

O vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS Carlos Pereira acusou hoje, no Parlamento, o PSD de ser “austeritário” até na sua proposta anti-inflação de combate à crise e defendeu que as medidas do Governo sobre o aumento das pensões têm um “alcance significativo” e “imediato”.

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Carlos Pereira

Começando por lamentar que o PCP e o Bloco de Esquerda se tenham “colocado de fora de todas as soluções para ajudar a vida dos portugueses”, já desde o Orçamento do Estado do ano passado, quando “decidiram saltar do barco”, Carlos Pereira recordou que “a luta contra uma crise desta natureza nem sempre seguiu” o caminho de apoios adotado pelo Governo do PS.

O deputado do PS frisou, referindo-se aos partidos da direita, que “é preciso lembrar os portugueses que outros, nesta casa, não pensam da mesma forma como o Governo tem atuado para salvaguardar o interesse de todos os portugueses”, já que houve tempos “em que se mudava a lei para reduzir pensões”, em que se “ameaçava os portugueses com o plafonamento da Segurança Social, limitando as reformas e entregando o dinheiro dos pensionistas a fundos de investimento”, e em que se “entregava a Bruxelas centenas de milhões de euros das reformas”.

Mostrando uma notícia de março de 2014, durante o período de governação do PSD/CDS, Carlos Pereira leu uma citação de Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro da altura, dita num debate quinzenal no Parlamento: “Cortes nos salários e pensões têm de ser permanentes”.

O vice-presidente da bancada socialista comentou em seguida as propostas do PSD, garantindo que “um programa de combate anti-inflação sem a robustez necessária, sem a dimensão necessária também não ajuda o controle da inflação”.

Virando-se para a bancada social-democrata, Carlos Pereira avisou que “é preciso sensibilidade social, é preciso devolver o dinheiro que o Estado supostamente recebeu a mais aos cidadãos”.

“E pasmem-se: perante pacotes de quatro mil milhões de euros para acudir à situação terrível de aumento da inflação e perda de poder de compra, o que sugere o PSD? Um pacote de mil milhões de euros. Ou depois, em desespero, um pacote de 1.500 milhões de euros”, criticou, notando que “é 120% mais baixo do que o pacote que o PS apresentou”.

Com um tom irónico, o vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS sustentou que “o PSD demonstrou que até a proposta anti-inflação de combate à crise é austeritária”.

“Sobre as pensões, a proposta do Governo tem um alcance a 2,7 milhões de portugueses. A proposta do PSD, 2,3 milhões”, comparou o socialista, que explicou que “a proposta do PS tem um alcance, no que diz respeito às pensões, significativo, mas imediato”.

“O Partido Socialista e o Governo decidem apresentar e dar agora aos pensionistas – porque é agora que precisam do dinheiro – 250 euros”, salientou o deputado, que disse que o PSD propõe apenas 40 euros.

No final da sua intervenção no debate sobre o aumento do custo de vida e dos lucros dos grupos económicos e o agravamento das desigualdades, marcado pelo PCP, Carlos Pereira acrescentou que o PS tem “também soluções para as rendas e para a energia”, para as quais os social-democratas nem apresentam propostas.

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