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PS reforça soluções para o país e faz balanço negativo de dois anos da AD

PS reforça soluções para o país e faz balanço negativo de dois anos da AD

O Partido Socialista iniciou um novo ciclo político esta segunda-feira com a primeira reunião do Secretariado Nacional após a sua eleição, evidenciando forte coesão interna e afirmando-se como alternativa política credível, com uma direção renovada, focada na apresentação de soluções concretas para os problemas do país.

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À saída do encontro realizado na sede nacional do partido, em Lisboa, José Luís Carneiro destacou o momento de renovação e mobilização interna, sublinhando que a primeira reunião do Secretariado decorreu “com energia, compromisso e ambição”.

O líder do PS adiantou também que durante a reunião “foi feito o balanço dos dois anos de Governo da AD, reafirmadas as prioridades políticas assumidas em Congresso e atribuídas responsabilidades políticas a cada membro do Secretariado”.

“Com uma equipa coesa e preparada, avançámos também no planeamento das próximas iniciativas”, acrescentou, reiterando que “o Partido Socialista está ao lado dos portugueses, com proximidade, visão e determinação”.

Em conferência de imprensa, o porta-voz do Secretariado Nacional do partido, André Moz Caldas, reforçou a mensagem avançada pelo Secretário-Geral e traçou um retrato crítico da governação da AD, classificando como “negativo” o balanço destes 24 meses.

“Dois anos é tempo suficiente para se avaliar um Governo. O balanço é negativo. O custo de vida subiu, a habitação ficou mais cara, a saúde piorou, o PRR derrapou e quando surgem crises, o Governo falha nas respostas que mais importam. Prometem, mas não fazem. Exige-se menos propaganda e mais ação”, sintetizou.

Entrando na análise setorial, o dirigente socialista apontou em primeiro lugar o agravamento do custo de vida, salientando que o preço do cabaz de 63 bens alimentares essenciais atingiu este mês 260,89 euros e criticando a recusa do executivo em repor o IVA zero nesses produtos e em reduzir o IVA dos combustíveis.

O Governo, disse, “continua a recolher receita fiscal à custa das famílias portuguesas e das empresas”, enquanto as medidas anunciadas “não são apenas insuficientes e chegam tarde, como têm agravado os preços da habitação”.

Nq área da saúde, Moz Caldas deplorou os “resultados desastrosos” da governação de Luís Montenegro, apontando um aumento das listas de espera cirúrgicas e falhas recorrentes nos serviços de urgência.

Já no domínio do investimento público, alertou para atrasos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que o executivo de direita “não conseguiu evitar”.

Falhas na gestão de crises expõem Governo incapaz

A avaliação negativa estendeu-se também à capacidade de resposta do executivo de Montenegro perante situações de crise, com André Moz Caldas a recordar o apagão de abril de 2025 – considerado o mais grave em mais de duas décadas –, responsabilizando o Governo pelas graves falhas verificadas quer ao nível da comunicação, quer ao da preparação e da resposta.

“O Governo anunciou depois 31 medidas, com grande estrondo, mas a própria REN confirmou em audição parlamentar que os grandes investimentos já estavam programados antes do apagão. Não foram medidas novas, foi a aceleração de um calendário que já existia e nenhuma das medidas está implementada”, clarificou, acrescentando que um ano depois, “a ERSE ainda não classificou juridicamente o evento” e “os portugueses que sofreram prejuízos continuam sem saber a que compensações têm direito”.

Neste ponto, o porta-voz do Secretariado Nacional do PS citou conclusões parlamentares para sublinhar que “a comunicação à população falhou”, com mensagens de emergência tardias e taxas de entrega inferiores a 50%, além de constrangimentos na linha 112.

O mesmo padrão, lamentou, repetiu-se durante a resposta às tempestades de fevereiro passado, com apoios que “chegaram tarde ou não chegaram e com dificuldades de execução”, evidenciando que “as falhas de coordenação que o apagão revelou não foram corrigidas”.

Perante este cenário, André Moz Caldas deixou claro que “as pessoas não podem continuar à espera” e que “Portugal não pode continuar assim”, assegurando que “o PS está atento e ao lado dos portugueses”.

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