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José Luís Carneiro destaca legado socialista do Programa Regressar

José Luís Carneiro destaca legado socialista do Programa Regressar

O Secretário-Geral do PS considera que os apelos feitos pelo Presidente da República e pelo primeiro-ministro ao regresso dos emigrantes e lusodescendentes representam um reconhecimento da importância do Programa Regressar, criado em 2017, quando exercia funções de secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

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Em declarações aos jornalistas, em Ponta Delgada, à margem do arranque da Rota pela Economia do Mar, José Luís Carneiro afirmou que as intervenções proferidas nas comemorações do Dia de Portugal constituíram “uma homenagem ao Programa Regressar, feita pelo Presidente da República e pelo primeiro-ministro”.

Recordando a génese da medida, o líder socialista explicou que o programa foi inicialmente concebido para responder ao regresso de cidadãos da comunidade luso-venezuelana, tendo posteriormente sido alargado ao conjunto da diáspora portuguesa espalhada pelo mundo.

Segundo assinalou, a iniciativa criada pelos governos do PS permitiu já o regresso de cerca de 40 mil portugueses, constituindo um importante instrumento de valorização dos laços entre Portugal e as suas comunidades.

“Eu devo dizer que me sinto naturalmente honrado, que me sinto satisfeito, com o facto de se reconhecer que essa política, lançada em 2017/2018, é hoje vista como uma política que deve ser alargada nos seus propósitos”, salientou.

Diáspora deve ser prioridade estratégica

José Luís Carneiro lembrou igualmente que o Programa Regressar integrou diversos mecanismos destinados a facilitar o retorno dos emigrantes, incluindo incentivos fiscais, apoios financeiros associados ao transporte e à logística e medidas de promoção da empregabilidade e do investimento.

“Foi com bastante alegria que vi e ouvi as palavras do senhor Presidente da República e do senhor primeiro-ministro a lembrarem essa linha de desenvolvimento do país, que é de procurarmos criar incentivos ao regresso de uma ampla diáspora que temos no mundo”, assinalou.

Defendeu ainda que a diáspora portuguesa continua a representar um ativo estratégico insuficientemente aproveitado, quer no plano da política externa, quer no domínio do desenvolvimento económico e social do país.

“Eu tenho ideias muito claras sobre o modo como se pode aproveitar essa linha de desenvolvimento económico, essa linha estratégica de desenvolvimento”, garantiu, considerando que esta matéria “deve ter um grau de prioridade política que não tem tido” por parte do Governo da AD e manifestando a expectativa de que o executivo de Luís Montenegro “finalmente acorde para essa prioridade política estratégica”.

Importância geopolítica dos Açores

Nas declarações proferidas em São Miguel, o líder socialista referiu-se ainda às comemorações do 10 de Junho, que prosseguem na ilha Terceira, considerando que a realização das cerimónias nos Açores evidencia a centralidade estratégica do arquipélago.

“Nós queremos reiterar a importância da aliança transatlântica e da nossa aliança de segurança e defesa com os Estados Unidos da América. Essa aliança é estrategicamente indispensável. Ela é geopoliticamente relevante para o futuro da segurança e da defesa nacionais”, enfatizou.

Para José Luís Carneiro, as celebrações do Dia de Portugal nos Açores constituem também um sinal da “grande dimensão geopolítica” do arquipélago e da relevância da relação transatlântica para a afirmação estratégica do país.

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