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PS orgulha-se de ser o maior partido do poder local democrático

PS orgulha-se de ser o maior partido do poder local democrático

O Secretário-geral do PS foi à Região Autónoma da Madeira elogiar a “capacidade de afirmação regional do partido”, não deixando de reconhecer que esta é uma “região difícil” para a atividade política. Uma realidade que não tem impedido, contudo, como reconheceu António Costa, que o PS tenha vindo a consolidar a sua presença no poder local na região, o que lhe confere maior afirmação a nível regional.

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O líder socialista falava na Câmara Municipal da Ponta do Sol, na zona oeste da ilha da Madeira, na apresentação da candidatura de Célia Pessegueiro, que concorre este ano a um segundo mandato autárquico, lembrando que, se é verdade que a Madeira é uma “região muito difícil” para a atividade política, também é indiscutível, como salientou, que o PS tem sido capaz de se afirmar na região a nível do poder local, o que lhe tem outorgado a possibilidade de se “fortalecer ao nível regional”, sublinhando que para este resultado muito tem contribuído a “capacidade de afirmação” dos socialistas na região, voltando a aludir ao orgulho que sente no PS por nunca ter deixado de defender a descentralização.

Para António Costa, o PS “orgulha-se de ser Governo na República”, mas igualmente de ser também “governo em centenas de juntas de freguesia pelo país fora e de liderar centenas de municípios”, e de “sermos igualmente o maior partido do poder local democrático”, voltando o primeiro-ministro a garantir que as autarquias “vão ser um dos motores da recuperação económica de Portugal”, passada a crise provocada pela pandemia de Covid-19.

Uma das tarefas que estão reservadas às autarquias, não em exclusivo, mas com um papel determinante, ainda segundo António Costa, é a sua prestação primordial na execução das novas gerações de políticas de habitação, lembrando que não é possível investir “numa mobilidade mais sustentável”, que combata as alterações climáticas, sem ser através da participação ativa dos autarcas, e isto, como salientou, porque não é possível “aproveitar o potencial que as ferramentas da sociedade digital fornecem” sem o empenho das autarquias.

A par da defesa da descentralização, o líder socialista e primeiro-ministro destacou também o empenho do PS na “concretização do princípio da paridade”, elogiando o facto de a estrutura regional da Madeira apresentar nas próximas eleições autárquicas seis mulheres “como cabeça de lista”, no total de 11 municípios que compõem a região autónoma, pedindo para que as próximas eleições autárquicas sejam uma “nova oportunidade” para aprofundar este trabalho de maior igualdade.

Diversificar o mercado turístico

Nesta deslocação do líder socialista à Madeira, e antes também à Região Autónoma dos Açores, onde apresentou a sua moção de orientação política que levará ao Congresso do PS, em julho, António Costa alertou, nas intervenções que fez em ambas as regiões autónomas, para a “enorme riqueza que o oceano representa para o país”, defendendo que, se o setor do turismo é fundamental para a economia portuguesa, também é decisivo que o país comece a pôr “ênfase na diversificação da oferta”, reafirmando que Portugal tem de ter a capacidade de desenvolver e de ativar “outros setores económicos”, porque novas crises podem surgir e “não podemos estar tão fragilizados perante essas crises como estivemos desta vez”.

Em relação aos Açores, o líder socialista e primeiro-ministro destacou também o que considerou ser o “papel central” da região no combate às alterações climáticas, que considerou ser o “principal desafio mundial deste século”, uma matéria para a qual, segundo António Costa, a região, pela sua “centralidade oceânica”, tem uma posição crucial, sendo mesmo um “ponto incontornável” do esforço internacional, como garantiu, para “enfrentar este desafio ao longo das próximas décadas”.

A este propósito, e a nível das políticas ambientais, o Secretário-geral do PS e líder do Governo destacou os projetos desenvolvidos nos últimos anos na ilha Terceira, com a instalação do Air Centre, mas também com a criação da lei do espaço e da Agência Portuguesa do Espaço, instalada na ilha de Santa Maria e, ainda, a projeção do concurso para o porto de lançamento de microssatélites igualmente a localizar nesta ilha.

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