“Há aqueles que querem provocar uma crise política. E ao PS se deve a estabilidade política. E agora querem de novo ir para uma crise política com uma moção de censura. Aquilo que garantimos aos portugueses é que não é pelo PS que haverá crise política e não será pelo PS que o país será lançado no caos político numa altura tão especial da vida mundial”, disse José Luís Carneiro aos jornalistas, este domingo, à margem de uma deslocação a Viseu.
O líder socialista lembrou que “foi a responsabilidade do PS” que evitou que o país fosse para eleições “numa altura em que estávamos em eleições presidenciais e a responder à crise das tempestades”, posicionando essa responsabilidade face à iniciativa do Chega em apresentar uma moção de censura.
“O nosso voto pode ser de duas formas, ou votar contra ou votar abstenção. Nós entendemos que o Governo merece censura, mas também entendemos que o país não pode ser levado para uma crise política e para o caos político, porque é isso que alguns pretendem para nossa democracia”, disse.
“Não é essa a forma de estar do PS. Há um partido que veio para destruir as instituições e há um partido que procura salvaguardar as instituições, modernizar, melhorar e responder às necessidades das pessoas”, reforçou José Luís Carneiro.
Numa crítica contundente aos partidos que pretendem ocupar o espaço mediático com “populismos e manobras de diversão”, o líder socialista vincou que essa estratégia apenas tem evitado o escrutínio do Governo “em matérias fundamentais como as falhas graves na saúde, na educação e na falta de professores para os alunos em todo o país, e nas falhas graves com o custo de vida”.
“Quanto mais se falar desses temas [de diversão], menos se fala sobre os temas que importam à vida das pessoas”, concluiu.