Na intervenção que marcou o arranque da Convenção Autárquica Nacional do PS, no sábado, Carlos César dirigiu uma palavra de apreço ao presidente da Câmara de Leiria, o socialista Gonçalo Lopes, e a todos os autarcas da região, pela forma exemplar e empenhada como responderam aos “efeitos demolidores” das tempestades que assolaram o território, destacando a importância e o exemplo de um poder local forte e na primeira linha da defesa das populações.
“Estamos numa zona do nosso país onde os efeitos demolidores de acontecimentos infelizes e repentinos constituíram e constituem um desafio e, ao mesmo tempo, evidenciaram e evidenciam a indispensabilidade e o mérito de uma administração local empenhada, reivindicativa e realizadora. Tomara que a administração central, neste caso, cumprisse com as obrigações que assumiu e com o dever que tem, neste como em outros casos, com as nossas famílias e com os nossos concidadãos”, disse.
E é por isso, realçou Carlos César, que “precisamos de muitos Gonçalos Lopes por essas autarquias fora”.
“E precisamos de um primeiro-ministro como José Luís Carneiro que sinta o país real, que reconheça o poder local, que fortaleça o poder regional, que conte com todos e que governe o país na procura de todos”, completou o Presidente do PS.
PS é o grande partido das soluções concretas para a vida dos cidadãos
Destacando que o PS é o “grande partido das soluções concretas para a vida dos cidadãos”, Eurico Brilhante Dias, por seu lado, prestou também um “tributo” aos autarcas do concelho de Leiria, que souberam substituir-se ao Estado na resposta às tempestades.
“O PS é um grande partido das soluções concretas para a vida de cada cidadão, porque é um partido que tem os ouvidos e a boca e o coração em todo o território nacional. Este grande partido autárquico, espalhado por todo o território, faz hoje a sua convenção em Leiria. E são os autarcas de freguesia e os autarcas do município de Leiria a quem hoje eu quero prestar o primeiro tributo. Sem eles, Leiria não existia mesmo, foram eles que substituíram o Estado quando o Estado falhou depois das tempestades”, disse o líder parlamentar socialista.
Eurico Brilhante Dias assumiu, depois, um compromisso firme do PS na discussão do Orçamento do Estado para 2027, “que é o compromisso que compartilhamos com o Secretário-Geral, em particular, mas que partilhamos no Grupo Parlamentar”.
“A ideia de termos uma grande emergência nacional devastadora e depois o Estado, a administração central, dizer que apenas cobre 60% dos custos é levar a falta de solidariedade ao seu limite. É indigno”, criticou.
“E nós já o dissemos, o Secretário-Geral já o disse, o Grupo Parlamentar do Partido Socialista irá defender que o resultado da intempérie, os custos que resultam da intempérie, do estado de emergência, devem ser cobertos integralmente pelo Orçamento do Estado”, garantiu.