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“A nossa prioridade é responder ao custo de vida, à habitação, à saúde e aos salários”

“A nossa prioridade é responder ao custo de vida, à habitação, à saúde e aos salários”

O Secretário-Geral do PS garantiu que vai insistir em medidas de apoio às famílias e à economia para responder ao aumento do custo de vida, quantificadas, avaliadas e com escrupuloso cumprimento do equilíbrio das contas públicas.

“Nó propusemos várias medidas de política para responder às necessidades fundamentais das famílias e das empresas – redução do IVA por via do ISP para reduzir os custos com os combustíveis, mas também propostas para limitar os custos com a eletricidade e o gás e a redução do IVA para os bens alimentares essenciais. Vamos olhar para a proposta de Orçamento do Estado e verificar se traz ou não respostas a questões tão vitais como estas que dizem respeito à vida das pessoas”, disse.

Em entrevista à CNN Portugal, o líder socialista reiterou a crítica à “grande insensibilidade e indiferença” do Governo, que deixou ficar “mais de dois milhões de pessoas de fora dos seus apoios”, insistindo que existe margem orçamental para que as medidas propostas pelo PS possam ser adotadas.

“Em 2024 e 2025 o Governo arrecadou mais 1048 milhões de euros de receita em resultado do aumento dos impostos sobre os combustíveis, mas em 2026 vai receber mais 600 milhões de euros. Além disso (…), o Governo previu uma inflação de 2,1%, e está em 3,2%. Este aumento da inflação provocou um aumento da receita que, se mantiver de nível equivalente até ao final do ano, significará mais 600 milhões de euros”, apontou.

“600 milhões mais 600 milhões são 1200 milhões. Se o Governo deu 400 milhões por via do IRS e 400 milhões por via do suplemento de pensões, sobram 400 milhões de euros que cobrem o aumento da despesa com as medidas que propusemos, que significam 396 milhões de euros. Portanto, o Governo tem condições para aplicar já estas medidas e garantindo sustentabilidade das contas públicas”, defendeu o líder do PS.

Sobre o Orçamento, José Luís Carneiro referiu que o PS quer conhecer “a estrutura da receita e da despesa que o Governo vai apresentar”, aguardando também pela resposta às exigências colocadas ao primeiro-ministro e às quais ainda não respondeu. “Depois olharemos para a proposta”, defendeu.

“A nossa prioridade é responder ao custo de vida, é responder à habitação, é responder à saúde, é responder aos salários”, garantiu.

“O país está sem política económica”

Na entrevista, o líder do PS criticou também a condução que o executivo de Luís Montenegro está a fazer na economia, que, como apontou, está a crescer menos do que prometeu o Governo na sua previsão macroeconómica.

“O Governo está sem política económica”, disse.

José Luís Carneiro destacou a diferença para o trabalho que o PS tem vindo a desenvolver, com o contributo de vários economistas e personalidades.

“Nós estamos a trabalhar numa nova matriz económica, a falar com todos os setores da atividade económica, para alterarmos a estrutura produtiva e a base da estrutura industrial do país”.

Soluções para a habitação e a saúde

O Secretário-Geral do PS afirmou ainda que tem a seu lado “uma vasta equipa” a trabalhar numa proposta para o país, na área da habitação, com a coordenação de Luís Salgueiro e que se irá transformar na proposta do Serviço Nacional de Habitação Acessível, e a trabalhar em soluções também para a saúde, nos cuidados primários, nos cuidados hospitalares e para a eficiência do SNS.

“Estarei preparado quando o tempo político chegar e me for dada a confiança para servir o meu país”, concluiu.

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