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Mobilizar o voto para uma escolha clara e de confiança para o país

Mobilizar o voto para uma escolha clara e de confiança para o país

António Costa destacou este sábado a “diferença abismal” entre a proposta de futuro que tem para o país, de modernização, progresso e melhoria dos rendimentos, e a do PSD, que quer “repetir o mesmo erro das políticas da austeridade” de má memória para os portugueses.

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António Costa, arruada em Espinho

“Nós virámos a página da austeridade, virámos a página da estagnação, nós temos sabido liderar o país nesta luta titânica que todos enfrentamos para combater esta pandemia”, afirmou o líder socialista, durante uma visita à empresa Ibermoldes, na Marinha Grande, onde esteve acompanhado pelo cabeça de lista do PS pelo círculo de Leiria, António Lacerda Sales, que disse ser “um bom exemplo” de um “rosto que todos os portugueses conhecem de quem tem estado na linha da frente do combate”.

Para o Secretário-geral socialista, o “combate” que o país tem agora pela frente é sobre que projeto de futuro pretende escolher, salientando que vão estar em jogo, no dia 30, duas propostas com uma “diferença abismal”, entre uma política de “melhoria dos rendimentos, dinamização da economia, modernização do país e de progresso geral”, preconizada pelo PS, e a proposta do PSD, “contra a subida do salário mínimo nacional” e que diz que só “lá para 2025, 2026 é que começará a pensar na economia das pessoas”.

“Isto é, no fundo, quererem repetir o mesmo erro das políticas da austeridade, que é não compreenderem que é a melhoria geral dos rendimentos que permite ajudar a dinamizar a economia, mas que ajuda sobretudo as empresas que hoje precisam como nunca de talento qualificado, de recursos humanos qualificados”, frisou, acrescentando que, “depois de dois anos de uma crise tão profunda”, o país “não pode perder tempo, as pessoas precisam de começar já a melhorar e a ter melhorias sensíveis no rendimento para ajudar a puxar pela economia”.

António Costa reiterou que, além do programa com que se apresenta aos portugueses e da “estratégia de visão para o futuro”, que garantem o “crédito” do caminho prosseguido nos últimos seis anos, o PS tem também a proposta de Orçamento do Estado prestes a ser implementada, que oferece “soluções e resultados práticos na vida das pessoas”.

“Não são coisas vagas, são decisões concretas que os portugueses vão ser chamados a tomar no próximo domingo. Porque a decisão é a seguinte: se votarem no PS, sabem que é assim e já em 2022, se votarem no PSD sabem que em 2022 não será assim, não será assim em 2023, não será assim em 2024, e depois logo se verá em 2025”, frisou.

“É preciso continuar a andar e por isso é que o nosso lema é ‘continuar a avançar’, porque é preciso e é possível melhorar desde já as condições de vida dos portugueses”, contrapôs.

Falar aos indecisos

Num dia de campanha que foi ainda marcado por duas arruadas de grande apoio popular, em Leiria, onde esteve acompanhado pelo autarca local, Gonçalo Lopes, pelos governantes Francisco André e Eurico Brilhante Dias, e pelos eurodeputados Pedro Marques e Margarida Marques, e em Espinho, ao lado de Pedro Nuno Santos, cabeça de lista pelo distrito de Aveiro, e outros dirigentes de peso, como Mariana Vieira da Silva, Porfírio Silva ou Filipe Neto Brandão, o Secretário-geral do PS dirigiu um apelo aos eleitores ainda indecisos.

“A questão não é saber se há ou não maioria, mas que política nós queremos para o país, o que desejamos para a nossa vida a seguir às eleições”, declarou António Costa.

O líder socialista lembrou que “aquilo que permitiu virarmos a página da estagnação e crescermos acima da média da União Europeia foi termos começado a aumentar os salários e a baixar impostos sobre as famílias, devolvendo confiança e esperança às pessoas no futuro”.

“São diferenças muito grandes entre PS e PSD e que eu acho que justificam que as pessoas pensem bem como votar”, apontou António Costa, acentuando que “votar ou não votar não é indiferente”, como “não é indiferente” em quem se vota, uma escolha da qual resultará o país que cada um de nós quer ter depois do dia 30.

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