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Linha do Oeste vai ser “finalmente modernizada”

Linha do Oeste vai ser “finalmente modernizada”

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, presidiu na terça-feira, nas Caldas da Rainha, à assinatura do auto de consignação para o troço ferroviário entre esta localidade e Torres Vedras. A obra insere-se no investimento na modernização da Linha do Oeste que, como assinalou o governante, “já não está ao abandono e ao esquecimento”.

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Pedro Nuno Santos

“Os atrasos que hoje temos na Linha do Oeste são de décadas e a diferença hoje, face a estas décadas, é que não estamos a dizer que vamos fazer. Hoje estamos a assinar a consignação deste troço e já temos o anterior em obra”, salientou Pedro Nuno Santos.

O governante disse também que este investimento se insere “numa grande revolução que estamos a fazer na ferrovia”, relembrando que Portugal tem “praticamente toda a rede ferroviária em obra”.

Com a concretização deste projeto, realçou Pedro Nuno Santos, o distrito de Leiria passará a beneficiar “de um dos maiores investimentos ferroviários que o país alguma vez conheceu ou vai conhecer”, uma vez que a nova linha – que ligará Lisboa ao Porto – permitirá uma viagem entre a capital e Leiria em 35 minutos.

“Esse, sim, será um investimento profundamente transformador na forma como nós ligamos o nosso território como nós nos aproximamos através do melhor meio de transporte que é o comboio”, disse ainda.

Eletrificação da linha do Algarve

O plano de investimento na ferrovia teve outro momento importante na passada semana, em Lagos, com o arranque da empreitada de eletrificação da Linha do Algarve, no troço Tunes – Lagos, uma ambição que era já centenária.

Na ocasião, o ministro referiu que esta iniciativa, fazendo parte de “um conjunto muito importante de investimentos” que o país deve prosseguir, ganha maior realce ainda “numa região que tanto contribui para a economia nacional”, como é o caso do Algarve.

Entre os vários ganhos deste investimento, financiado por fundos europeus em 85%, Pedro Nuno Santos destacou, em particular, a questão ambiental.

“O verdadeiro ganho ambiental é nós conseguirmos que as composições movidas a diesel deixem de circular no nosso país e que possamos ter comboios elétricos. E não tenhamos a menor dúvida que não há, do ponto de vista da eficiência energética e de ganho ambiental, qualquer comparação entre um meio de transporte movido a energia elétrica, por catenária, ou qualquer outro meio de transporte movido a bateria”, frisou.

Próximos investimentos

O ministro que tutela as Infraestruturas referiu ainda que o primeiro ciclo de investimentos em eletrificação da ferrovia estará concluído até ao final de 2023 ou início de 2024, estando já em curso um novo ciclo (de que é já exemplo a modernização da Linha do Oeste) mais focado nos passageiros e que terá na redução do tempo das viagens um dos grandes objetivos.

Pedro Nuno Santos destacou ainda o trabalho realizado pela CP na recuperação de carruagens que estavam encostadas “um pouco por todo o país”, acrescentando que será ainda necessária a aquisição de mais 117 comboios. Segundo o ministro, esta será a “maior compra de material da história da CP e da ferrovia portuguesa”, lembrando que o respetivo concurso foi já lançado.

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