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José Luís Carneiro exige ação do Governo e alerta para falhas na execução dos apoios à agricultura

José Luís Carneiro exige ação do Governo e alerta para falhas na execução dos apoios à agricultura

Face aos desafios crescentes que se colocam ao mundo rural, José Luís Carneiro exige uma resposta mais célere e eficaz do Governo aos problemas do setor agrícola, alertando para falhas na execução das medidas de apoio e defendendo o reforço dos mecanismos de acompanhamento das cadeias agroalimentares, num contexto marcado pela instabilidade internacional e pelos impactos das recentes intempéries.

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O Secretário-Geral do Partido Socialista assinalou, esta quarta-feira, em Beja, a necessidade de reforçar a resposta política aos problemas que fustigam o setor agrícola, exigindo maior celeridade e eficácia na execução das medidas de apoio, bem como a convocação da Plataforma de Acompanhamento das Relações na Cadeia Agroalimentar (PARCA), num contexto marcado pelo impacto das crises internacionais e pelas tempestades que fustigaram grande parte do território nacional em fevereiro passado.

À margem de uma visita à 42.ª edição da Ovibeja 2026, o líder socialista considerou que esta convocatória é essencial para “assegurar uma observação diária, semanal dos efeitos que a crise inflacionária está a ter na agricultura” e permitir que “o próprio Governo possa adotar medidas ajustadas às necessidades”.

Ao mesmo tempo, referiu os cerca de 200 milhões de euros de prejuízos provocados pelas recentes intempéries, contrapondo com a execução reduzida das medidas anunciadas pelo Governo da AD e insistindo na necessidade de “ir além da apresentação de planos”, para que “haja mesmo execução das medidas”.

Foi neste enquadramento político que José Luís Carneiro marcou presença no dia inaugural da mais recente edição da Ovibeja, acompanhado pelo Presidente do PS, Carlos César, mantendo contactos com as diversas entidades e protagonistas do setor agrícola, que classificou como fundamentais para discutir “o futuro da nossa terra”.

A Ovibeja, organizada pela ACOS – Associação de Agricultores do Sul e a decorrer até domingo no Parque de Feiras e Exposições Manuel Castro e Brito, é, nas palavras do líder socialista, “uma demonstração da força e importância da agricultura no desenvolvimento da região e do país”.

Destacando o papel do certame enquanto espaço de projeção do mundo rural, José Luís Carneiro realçou que este “se reafirma como a grande montra da modernização e força da região do Alentejo”.

“Aqui fica claro que o caminho se faz com inovação e compromisso com o território”, vincou, enaltecendo o facto de “Beja voltar a ser o centro de decisão e estratégia para um mundo rural mais forte”.

Assinalando a longevidade da iniciativa, que conta já 42 anos de existência, o Secretário-Geral do PS saudou os seus organizadores, valorizando o contributo do certame para “reafirmarmos o nosso compromisso com a agricultura”.

E ao evocar a resiliência histórica da agricultura nacional, recordou ainda que “este setor nunca faltou ao país”, porque, inclusive, “mesmo nos momentos mais críticos, como a pandemia ou outras crises, os nossos agricultores e agricultoras nunca falharam”.

Apoios para viticultura e agricultores reformados em risco

Ainda no decurso da visita à Ovibeja 2026, o Secretário-Geral socialista deixou um alerta firme quanto ao futuro dos apoios europeus ao setor vitivinícola, manifestando “muita preocupação” com a possibilidade de, no quadro comunitário 2028-2034, virem a desaparecer os apoios diretos à viticultura.

Em declarações aos jornalistas, avisou que “60 milhões de euros por ano podem estar em risco”, sublinhando tratar-se de um montante “muito importante, particularmente, para apoiar a reestruturação da vinha”, numa fase em que o setor enfrenta exigências acrescidas de modernização e adaptação.

José Luís Carneiro enquadrou esta preocupação à luz do trabalho desenvolvido por anteriores governos do PS, recordando que nesse período, “foi feita a reestruturação de 40% da vinha portuguesa”, através de “um dos programas mais bem sucedidos de sempre, o programa Vitis”.

O líder do PS manifestou ainda oposição à eventual eliminação dos apoios diretos aos agricultores reformados no próximo quadro comunitário, alertando para o impacto social de uma tal decisão.

“Uma parte significativa dos agricultores tem mais de 65 anos” e “os apoios diretos desses agricultores são decisivos para a dignidade das suas condições de vida”, vincou, enfatizando a necessidade de salvaguardar instrumentos fundamentais de coesão e justiça no mundo rural.

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