“É por termos a noção clara das dificuldades por que estão a passar as famílias, as empresas e as instituições que aqui voltamos a apresentar, pela terceira vez, soluções para o custo de vida”, disse José Luís Carneiro durante o debate de urgência requerido pelo Partido Socialista sobre o custo de vida.
O Secretário-Geral do PS deu alguns exemplos: “Em comparação com janeiro, uma família está a pagar hoje por três cabazes alimentares mais cerca de 43 euros; em combustível, uma família que abasteça duas vezes o depósito do seu automóvel está hoje a gastar mais 60 euros por mês”.
O líder do Partido Socialista criticou a atuação do executivo e sublinhou que existem dois milhões de trabalhadores em todo o país que não são abrangidos pelo apoio do Governo. “São famílias, são crianças e são jovens que vivem no limite das suas possibilidades e a quem o Governo mostra total insensibilidade”, atacou.
José Luís Carneiro citou, em seguida, as palavras de Joaquim Miranda Sarmento em setembro de 2022, durante o Governo do PS, quando o preço do gasóleo estava 27 cêntimos mais barato do que hoje: “Não é compreensível que o Governo não tenha avançado com a redução do IVA dos combustíveis, eletricidade e gás da taxa normal para a taxa reduzida”.
Ora, “Joaquim Miranda Sarmento veio defender a taxa reduzida do IVA para 6% depois de o Governo do PS ter já adotado, na altura, a taxa intermédia do IVA a 13% via ISP. Ou seja, os mesmos que hoje, perante os custos inferiores dos combustíveis, defenderam no passado o IVA a 6%, vêm agora dizer que é irresponsável propor a redução para 13% via ISP”, criticou.
José Luís Carneiro defendeu que as medidas para ajudar as famílias e as empresas “deviam ter sido para ontem e nunca para janeiro de 2027”.