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II Plano Nacional para a Juventude responde aos principais desafios dos jovens portugueses

II Plano Nacional para a Juventude responde aos principais desafios dos jovens portugueses

O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Correia, apresentou as principais linhas do II Plano Nacional para a Juventude (PNJ), em Bruxelas, na reunião de responsáveis governamentais com a tutela da Juventude na União Europeia, destacando as mais de 400 medidas inscritas no documento, que totalizam mais de três mil milhões de euros até 2024.

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João Paulo Correia

“A geração mais qualificada de sempre tem condições de ser também, em Portugal, a geração mais realizada de sempre”, assinalou o governante, apontando que o PNJ procura ir ao encontro desse desígnio, com medidas dirigidas à juventude ou com impacto na juventude.

Notando, entre outros indicadores, que “cerca de 47% dos jovens portugueses com 20 anos frequentam o ensino superior, um valor acima da média europeia”, que “a taxa de abandono escolar atingiu em Portugal o mínimo histórico”, que “a taxa de desemprego jovem desce trimestre após trimestre e é hoje mais baixa que a taxa pré-pandémica”, mas também que “os jovens portugueses são, no plano da União Europeia, dos que saem mais tarde de casa dos pais”, o secretário de Estado afirmou que “se os primeiros dados exprimem o sucesso do investimento na educação e no combate ao desemprego jovem, o último dado estatístico revela que ainda se colocam obstáculos aos jovens portugueses no acesso à habitação, a melhores rendimentos e ao emprego estável e seguro”.

“São dificuldades que, ao mesmo tempo, representam desafios que importa responder com medidas urgentes e impactantes”, acrescentou.

Neste sentido, apontou também João Paulo Correia, “o Orçamento do Estado para 2023, aprovado há menos de uma semana, foi mais uma oportunidade para reforçar as políticas de apoio às jovens famílias, ao arrendamento jovem e ao acesso e frequência do ensino superior”.

Tomando como pretexto o Ano Europeu da Juventude, que se assinala no presente ano de 2022, João Paulo Correia disse ainda, perante os seus pares europeus, que “a participação dos jovens portugueses se tem concentrado em atividades e iniciativas relacionadas com a emancipação, ambiente, saúde mental e inclusão, às quais o Governo tem procurado responder com políticas estruturantes”.

Prioridade à eficiência energética na reabilitação de instalações desportivas

O secretário de Estado da Juventude e do Desporto apresentou também a prioridade definida pelo Governo para o Programa para a Reabilitação de Instalações Desportivas, destacando que o mesmo “apoiará exclusivamente obras que invistam na sustentabilidade e na eficiência energética dessas instalações”, combinando um efeito “positivo do ponto de vista económico” e contribuindo, ao mesmo tempo, para “reduzir a pegada ecológica associada ao desporto”.

João Paulo Correia teve, ainda, oportunidade de referir que Portugal, com ajuda do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), tem estado a implementar em todas as escolas públicas dos 5º e 6º anos de escolaridade um programa promotor da utilização da bicicleta e da atividade física, através do programa Desporto Escolar Sobre Rodas, que prevê a entrega de 21.700 bicicletas em 863 escolas.

Antes, no almoço informal dos responsáveis governamentais do desporto, o secretário de Estado partilhou, “com grande satisfação”, exemplos de Portugal relativos à cooperação entre escola e desporto, nos mais diversos níveis, desde o desporto de base até ao alto rendimento.

Em destaque, esteve a apresentação do projeto das Unidades de Apoio ao Alto Rendimento na Escola (UAARE), que são atualmente 23 no país, permitindo aos atletas que frequentam o ensino obrigatório conciliar o percurso académico com o alto rendimento desportivo, e que será agora também estendido aos alunos-atletas que frequentam o ensino superior.

O secretário de Estado da Juventude e do Desporto referiu-se ainda ao Desporto Escolar que, em Portugal, “enquanto projeto de complemento curricular, a par da educação física curricular, representa uma base fundamental do nosso desporto, sendo lecionado por professores de educação física qualificados”, com a disponibilização de “44 modalidades” desportivas e chegando a “todos os concelhos do país”.

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