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Governo “perdeu a credibilidade” na negociação da reforma laboral

Governo “perdeu a credibilidade” na negociação da reforma laboral

O Secretário-Geral do PS, José Luís Carneiro, defendeu, este domingo, que o Governo “perdeu a credibilidade” durante a negociação da proposta de reforma laboral e que o “caminho adequado” seria o executivo levar ao Parlamento uma proposta que contemple as alterações já acordadas com os parceiros sociais.

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“O Governo perdeu credibilidade pelo modo como conduziu o processo [de negociação]. Agora vamos aguardar por aquilo que o Governo vai fazer”, afirmou o líder socialista, em Fafe, à margem da prova do Rali de Portugal, a que assistiu.

Para José Luís Carneiro, falhado um acordo global em sede de concertação, há agora “uma resposta que tem de ser dada pela parte do Governo”, apontando que seria um caminho errado o executivo levar ao Parlamento a proposta que apresentou inicialmente, sem ter em consideração as matérias sobre as quais foi possível haver já uma aproximação de posições.

“O Governo levar uma proposta à Assembleia da República que já contemple as alterações sobre as quais tinha havido acordo, do meu ponto de vista, seria o caminho adequado”, considerou.

José Luís Carneiro lembrou ainda, a propósito, que “em 2023 foram feitas alterações às leis laborais”, que o PSD se absteve, “e depois, na campanha eleitoral nunca falou de leis laborais”, nem no seu programa eleitoral.

“Portanto, vamos aguardar agora por aquilo que o Governo quer fazer”, disse, deixando a garantia que o PS nunca estará disponível para aprovar uma legislação que vise “tirar direitos aos jovens, tirar direitos às mulheres trabalhadoras, tirar direitos aos mais vulneráveis e particularmente prejudicar a compatibilização da vida familiar com a vida profissional”.

Economia com “motores gripados”

Por ocasião da sua presença no evento em Fafe, o Secretário-Geral do PS deixou também um alerta para os “motores gripados” da economia do país, que se manifestam em áreas fundamentais.

“O motor do investimento público está a cair abruptamente. O motor do investimento estrangeiro está a cair também de forma muito significativa. As exportações nacionais de bens estão também a cair de forma muito significativa”, enumerou.

Por isso, salientou, é necessário apoiar “os motores que hoje continuam a garantir que o país cresça”, dando como exemplo o setor do turismo.

“O turismo hoje representa mais de 20 mil milhões de euros, e dentro do turismo, nomeadamente os eventos desportivos que projetam Portugal no mundo, como é o caso do Rally de Portugal, e como é o caso de um conjunto vasto de eventos desportivos que irão ocupar o país nos próximos meses”, concretizou.

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