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Governo avança com instalação de Secretarias de Estado em Castelo Branco e Guarda

Governo avança com instalação de Secretarias de Estado em Castelo Branco e Guarda

Depois da instalação em Bragança do gabinete da secretária de Estado da Valorização do Interior, Isabel Ferreira, o atual Governo vai ter mais duas Secretarias de Estado sediadas fora de Lisboa, em Castelo Branco e Guarda. A decisão de descentralizar mais dois gabinetes governativos traduz a vontade do Executivo do PS em implementar uma politica de maior proximidade e conferir importância acrescida à coesão territorial.
Governo avança com instalação de Secretarias de Estado em Castelo Branco e Guarda

Neste âmbito, o Governo decidiu instalar o gabinete do secretário de Estado da Conservação da Natureza, Florestas e Ordenamento do Território no edifício do antigo Governo Civil de Castelo Branco, que no final da anterior legislatura acolhera já a Secretaria de Estado da Valorização do Interior, agora sediada em Bragança.

De acordo com a proposta de instalação, vão trabalhar em Castelo Branco, em permanência, cinco elementos da equipa do secretário de Estado João Paulo Catarino, continuando o edifício a ser utilizado também para a realização de audiências e de atividades dos restantes membros do Executivo, nomeadamente dos que integram o Ministério do Ambiente e da Ação Climática, numa postura de proximidade ao território que tem sido politica ativa do Governo.

A cidade da Guarda, por seu lado, vai receber em permanência, a partir do próximo dia 9 de dezembro, o gabinete da secretária de Estado da Ação Social, Rita Cunha Mendes, que manterá ainda um gabinete de apoio em Lisboa, no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS), onde se deslocará semanalmente.

Impacto positivo no interior do país

A decisão de instalar as três Secretarias de Estado em territórios do interior foi elogiada pelo Secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, apontando que a medida está integrada num conjunto de políticas mais vasto, de valorização e coesão territorial, refletido no programa do Governo. 

“Esta medida não surge desgarrada da estratégia do Governo, mas está refletida nas diversas áreas da governação, como nas políticas de rendimentos. Por exemplo, o aumento do salário mínimo nacional tem grande impacto nestes territórios, como é visível pelos dados disponíveis relativamente ao poder de compra”, sublinhou. 

Embora sublinhando que algumas destas políticas não têm resultados imediatos e que “necessitam, muitas vezes, de uma geração para os seus efeitos serem visíveis”, o dirigente do PS salientou, no entanto, que “o país evoluiu muito” e que hoje existem já exemplos muito positivos de territórios de baixa densidade que constituem modelos de boas práticas e de valorização local.

O Secretário-geral adjunto do PS defendeu, neste sentido, que é “necessário encontrar um modelo integrado para valorizar estes territórios”, em articulação com as universidades, de forma a explorar ainda mais as oportunidades que neles residem.