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Futuro da Europa passou pelo Porto

Futuro da Europa passou pelo Porto

Falando na Fundação de Serralves, no Porto, perante uma plateia essencialmente composta por jovens estudantes, no âmbito da conferência sobre ‘O Futuro da Europa’, o primeiro-defendeu que o futuro coletivo dos europeus passa hoje, mais do que nunca, como deixou adivinhar, pela discussão de políticas comuns que “ajudem a definir o nosso futuro coletivo”.

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ntónio Costa, Conferência sobre o Futuro da Europa

Para António Costa, o debate em Portugal deverá privilegiar, entre outras, as questões das “energias renováveis e nucleares e a reforma da educação”, aqui, como assinalou, proporcionando uma “maior autonomia e flexibilidade curricular”, mas também apostando em programas para a “internacionalização da cultura e dos artistas que em Portugal desenvolvem a sua atividade”.

Entre os muitos temas que marcaram o encontro, o primeiro-ministro reconheceu que é preciso continuar a fazer “um grande investimento” nos estabelecimentos de saúde, com especial foco na área da saúde mental, assumindo que o programa de integração de psicólogos nas escolas ainda “está a ser lento”. António Costa referiu-se ainda à questão da guerra na Ucrânia, tendo defendido a criação de uma “super bazuca” para ajudar na reconstrução do país.

Reconstruir a Ucrânia

Quanto ao conflito na Ucrânia, depois de referir que nenhum país democrático poderia ter desencadeado, em nenhuma circunstância, uma guerra “com esta brutalidade”, o líder do Governo português defendeu que, perante a tragédia provocada pela Rússia em território ucraniano, a União Europeia tem agora que responder com a criação de uma “super bazuca” para ajudar a reconstruir este país do leste europeu, a exemplo do que criou recentemente para enfrentar a pandemia da Covid-19, com o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

No entender de António Costa, antes mesmo de os 27 defenderem a adesão da Ucrânia à União Europeia, “um processo que pode levar anos”, é imperativo, em primeiro lugar, atuar de imediato na tarefa de ajudar à reconstrução do país, aproveitando o Acordo de Associação que já existe e negociar o seu aprofundamento para “integrar a economia ucraniana no conjunto da economia europeia”.

Para o primeiro-ministro, os apoios que a Ucrânia tem recebido por parte da União Europeia e dos restantes países da NATO são para continuar e para reforçar “ao ritmo e à medida das capacidades de cada um dos Estados”, lembrando António Costa que as ajudas europeias e norte-americanas não se têm limitado desde o inicio do conflito às questões humanitárias ou financeiras, garantindo que a vertente nas ajudas em equipamento militar vão igualmente continuar, “para reforçar as Forças Armadas ucranianas a se defenderem e a garantir a vitória sobre a Rússia”. Uma vitória que, para o também Secretário-geral e líder socialista, é “absolutamente essencial” para fortalecer e preservar as democracias em todo o continente europeu “e não só”.

Saúde mental e apoio nas escolas

Na sua intervenção nesta conferência, entre os diversos temas suscitados, o primeiro-ministro referiu-se também ao “grande investimento” que terá de ser feito – e que o Governo, como garantiu, se propõe avançar de forma clara nesta legislatura – na “capacitação dos diferentes estabelecimentos de saúde” para que possam responder às muitas e diversas solicitações de que são alvo, e ao “empurrão” que terá igualmente que ser dado no sentido de que mais psicólogos sejam introduzidos nas escolas, “para que possa haver um mais adequado acompanhamento na proteção dos problemas de saúde mental entre os jovens”.

Para António Costa, é hoje claro que a pandemia da Covid-19 e as mudanças que introduziu no quotidiano de muitos jovens estudantes trouxe à sociedade nacional a premência do debate sobre a questão da saúde mental, tema que até há pouco, como assinalou, era tratado pela maioria das pessoas como assunto tabu, “algo que envergonhava”.

Lembrando que hoje “há uma estratégia nacional para a saúde mental, que foi aprovada há mais de um ano”, o líder do Governo salientou que as verbas do PRR vão também permitir olhar com uma atenção redobrada para a dimensão das vulnerabilidades, quer no apoio ao programa dos cuidados continuados integrados, “para responder à população idosa”, quer para ajudar a melhorar a estratégia de saúde mental.

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