Depois de participar nos congressos de Viana do Castelo, Braga, Algarve, Portalegre e FAUL, José Luís Carneiro sublinhou que o Partido Socialista está a construir um projeto de governação assente na participação dos autarcas, dos dirigentes, dos militantes e da sociedade civil, recusando tanto a política de propaganda como a lógica da divisão.
No encerramento do Congresso da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL), o Secretário-Geral considerou que os sucessivos ataques dirigidos ao PS pelo partido que suporta o Governo demonstram que os socialistas estão “no caminho certo para afirmar uma alternativa e para servir Portugal”.
“O Partido Socialista está de novo a reconstituir uma grande esperança no futuro do nosso país”, salientou, defendendo que essa alternativa está a ser construída “com as comunidades locais”, através de prioridades claras e de “uma hierarquia de respostas para os problemas dos portugueses”.
O líder do PS reiterou que o partido não pretende antecipar um programa de Governo completo, mas está já a definir as suas linhas orientadoras.
“Não temos pressa, mas não podemos perder tempo na construção dessa alternativa”, vincou, apelando ao envolvimento de todos os socialistas nesse trabalho coletivo.
José Luís Carneiro destacou ainda a forte participação registada ao longo dos congressos federativos, considerando particularmente significativo o envolvimento de muitos jovens, mulheres, militantes e simpatizantes, sinal de “um partido vivo e empenhado em reconstruir uma relação de confiança com a sociedade civil”.
Do Alto Minho ao Algarve: uma estratégia para todo o país
Ao longo deste percurso, o PS foi também assumindo compromissos concretos adaptados às necessidades de cada território.
Em Viana do Castelo, defendeu um Pacto Nacional para o Desenvolvimento do Alto Minho, centrado na mobilidade, no reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS), na habitação, na economia do mar e na cooperação com a Galiza.
Em Braga, reafirmou a aposta na inovação, na ciência, na tecnologia e na competitividade empresarial como motores do crescimento económico e da criação de emprego qualificado.
Já no Algarve, os socialistas colocaram a habitação, a saúde e os recursos hídricos no centro das prioridades regionais, com José Luís Carneiro a defender um programa de habitação dirigido à classe média e aos jovens e a continuidade de investimentos estratégicos como a dessalinizadora, considerada “essencial para responder aos desafios das alterações climáticas”.
Em Portalegre, o Secretário-Geral apresentou uma visão de desenvolvimento territorial baseada na celebração de contratos regionais de desenvolvimento, assumindo como prioridades o reforço das infraestruturas rodoviárias e ferroviárias, o investimento no setor agroalimentar e a conclusão da Escola da Guarda Nacional Republicana, projeto que classificou como “uma questão de honra”.
Também na Área Urbana de Lisboa, o líder socialista insistiu em colocar a habitação no centro da agenda política, defendendo um Plano Metropolitano que permita aumentar a construção e a reabilitação habitacional, de modo a garantir o acesso a casas a preços acessíveis para as famílias e para os jovens.
Alternativa responsável construída no diálogo
Durante os congressos federativos do PS do fim de semana, José Luís Carneiro voltou igualmente a dirigir críticas ao Governo da AD, acusando-o de falhar em todas as áreas essenciais para o país.
O Secretário-Geral do PS sustentou ainda que o executivo tem recusado as propostas socialistas para áreas estruturais como a habitação, o novo aeroporto de Lisboa ou a TAP, entre muitas outras, sublinhando que o partido tem procurado apresentar alternativas responsáveis sempre que aponta falhas à atuação da equipa chefiada por Luís Montenegro.
Com este ciclo de congressos federativos, o Partido Socialista afirma-se como uma força política mobilizada para construir uma alternativa de Governo, ancorada no diálogo com os territórios, na valorização das pessoas e na definição de prioridades que respondam aos desafios do desenvolvimento, da coesão social e da qualidade de vida dos portugueses.