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Cimeira: António Costa destaca reforço da relação entre UE e Balcãs

Cimeira: António Costa destaca reforço da relação entre UE e Balcãs

O primeiro-ministro, António Costa, realçou esta terça-feira, em Tirana, na capital da Albânia, o “reforço da relação entre a União Europeia e o conjunto dos países dos Balcãs Ocidentais”, salientando que esta cooperação próxima ganha uma “importância” de ainda maior relevo no atual contexto geopolítico da Europa.

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António Costa, cimeira UE-Balcãs

Falando aos jornalistas portugueses à margem da primeira cimeira da UE com os países balcânicos, na capital albanesa, António Costa enalteceu também o “grande esforço” de aproximação ao bloco comunitário, quer no âmbito dos processos negociais de adesão, que estão em curso, por parte de alguns dos países da região, como em relação aos “projetos concretos” de parceria em várias áreas.

“Esta cimeira tem uma carga simbólica muito importante, que é a primeira vez que se realiza num dos países dos Balcãs Ocidentais, e é uma forma de reconhecimento do grande esforço que tem feito, designadamente a Albânia, para confirmar perspetivas europeias”, disse o chefe de Governo.

“Claro que a perspetiva do alargamento é um processo difícil, que implica também, do lado da União Europeia, reformas profundas nas suas instituições, no seu quadro orçamental, mas, para além da questão do alargamento, há um conjunto de projetos concretos que podem e devem ser postos imediatamente em prática”, completou o primeiro-ministro português.

António Costa elencou, neste âmbito, iniciativas como “um plano de investimentos muito significativo” de 30 mil milhões de euros, a atribuição de apoios de emergência de mil milhões de euros face à crise energética, a inclusão destes países nas compras conjuntas de gás e ainda o desenvolvimento de “projetos de partilha” como do programa europeu de intercâmbio Erasmus+ e do regime existente na UE para evitar a cobrança de tarifas adicionais para uso de ‘roaming’, que entrará em vigor em 2023.

“Para além da questão do alargamento, há muito que podemos fazer, desde já em concreto, que devemos fazer, sem perder mais tempo”, defendeu António Costa.

Organizada para reafirmar a importância do alargamento do bloco a esta região, a cimeira UE-Balcãs, que juntou em Tirana os chefes de Estado e de Governo da União Europeia, da Albânia, Bósnia-Herzegovina, Macedónia do Norte, Montenegro, Kosovo e da Sérvia, foi também dominada pelo contexto da guerra na Ucrânia e da crise energética, sendo que, no caso da invasão militar russa, como realçou António Costa, “a declaração conjunta, que foi aprovada, é muito clara sobre essa matéria de condenação absoluta”.

“E a generalidade destes países aplicou o mesmo pacote de sanções à Rússia que a União Europeia tem aplicado”, acrescentou o líder do Governo português.

Nesta cimeira, os líderes políticos discutiram ainda o plano de ação apresentado na segunda-feira pelo executivo comunitário para reforçar a cooperação com os países dos Balcãs Ocidentais ao nível das migrações, que identifica 20 medidas operacionais para melhorar a gestão das fronteiras, cada vez mais pressionadas.

“É uma questão muito importante que tem a ver com as questões de imigração para a Europa e deve ser a rota dos Balcãs Ocidentais. Não é algo que nos atinja diretamente [em Portugal], obviamente, mas para vários países do centro da Europa é uma questão central”, concluiu António Costa.

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