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‘As Mulheres e a Unidade Europeia’: Lançado dicionário dedicado às “mães da Europa”

‘As Mulheres e a Unidade Europeia’: Lançado dicionário dedicado às “mães da Europa”

Foi ontem lançado, na Assembleia da República, o dicionário ‘As Mulheres e a Unidade Europeia’, obra coordenada pelas investigadoras Isabel Baltazar, Alice Cunha e Isabel Lousada, e dedicada às mulheres que construíram o projeto europeu.

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As Mulheres e a Unidade Europeia

O dicionário, escrito por homens e por mulheres, sob a coordenação do trio de investigadoras, partiu do mote “Onde estavam as mulheres durante o processo da unificação europeia?”, pretendendo dar visibilidade às mulheres na construção da Europa e reabilitando a sua memória, muitas vezes desconhecida.

Edite Estrela, vice-presidente da Assembleia da República, que presidiu à cerimónia, considerou que a obra veio “preencher uma lacuna” e “reparar uma injustiça de gerações”.

“Os pais fundadores do projeto europeu são conhecidos (…), estão gravados na pedra, consagrados em livros, documentários e filmes, deram nomes a ruas, edifícios e salas, são estudados em universidades… (…) E as mães fundadoras da Europa?”, questionou, não deixando de notar que a obra poderá ser ainda atualizada com “figuras da atualidade”, como “Ursula von der Leyen e Christine Lagarde, a quem a Europa já muito deve”.

Uma deixa que foi aproveitada pela secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, também presente na cerimónia, para lançar “um repto” às autoras para que ponham mãos à obra e possam dedicar um segundo volume às mulheres contemporâneas que continuam a fazer a construção da Europa.

Enaltecendo o ato “simbólico” do lançamento da obra, quase a concluir a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, Ana Paula Zacarias aproveitou para chamar a atenção para o risco de recuo “de algumas das conquistas que as mulheres conseguiram alcançar ao longo das últimas décadas”, visível nas “reticências de alguns países” e acentuada pelo contexto de pandemia, o que conferiu ainda maior pertinência, como salientou, à agenda que colocou a igualdade de género como “um dos temas fundamentais” do semestre português

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