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António Costa: Direita anda num “frenesim” para criar crise política artificial ao país e ao desempenho da economia

António Costa: Direita anda num “frenesim” para criar crise política artificial ao país e ao desempenho da economia

Reagindo às recentes declarações de Cavaco Silva, o primeiro-ministro, António Costa, acusou o ex-Presidente da República de estar a “alimentar o frenesim da direita”, que tudo tem feito para “provocar uma crise política artificial” com o indisfarçável objetivo de “interromper a atual trajetória de recuperação da economia”.

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António Costa falava esta manhã, em Lisboa, à entrada para um almoço comemorativo dos 25 anos da abertura oficial da Expo98, altura, como lembrou, em que desempenhava as funções de ministro dos Assuntos Parlamentares no primeiro dos dois governos liderados por António Guterres. Considerando as acusações do antigo dirigente do PSD ao Governo, proferidas durante um encontro de autarcas do seu partido, como mais uma tentativa da oposição para esconder aos portugueses que a economia portuguesa está, com êxito, a dar volta “às grandes dificuldades que teve de enfrentar”.

De acordo com o primeiro-ministro, as afirmações de Cavaco Silva só podem ser compreendidas se enquadradas no “frenesim da direita” para provocar uma crise política artificial, lembrando que o antigo Presidente da República, enquanto economista, “é conhecedor dos ciclos económicos”, razão pela qual, disse, “percebe bem” a dinâmica em que o país e a sua economia se encontram.

Para o também Secretário-Geral do PS, é claro que o grande objetivo político de Cavaco Silva, e da direita em geral, é o de provocar tão rápido quanto possível uma crise política, mesmo que artificial, de forma “a não dar tempo a que os portugueses sintam os benefícios desta recuperação económica” que hoje já não deixa qualquer dúvida, como mencionou, aos diversos organismos nacionais e internacionais, com o emprego em máximos históricos e com Portugal a registar um “equilíbrio externo já com saldo positivo neste trimestre”.

António Costa referiu ainda que a sua função enquanto líder do Governo “não é cuidar dos interesses da direita”. “É conduzir o interesse nacional e garantir que os portugueses beneficiarão de uma forma justa desta recuperação que a nossa economia está a ter, com crescimento do emprego, das exportações e com redução da nossa dívida”, apontou.

Indústria automóvel e neutralidade carbónica

Já na parte da manhã, no Tramagal, distrito de Santarém, o primeiro-ministro presidiu ao início da produção do novo veículo eCanter, da marca japonesa Mitsubishi Fuso, 100% elétrico, considerando o setor da produção automóvel decisivo para que Portugal possa atingir em 2050 a anunciada neutralidade carbónica.

Depois de felicitar a empresa por ter já anunciado que irá produzir, nesta primeira fase, na fábrica do Tramagal, 250 mil veículos e ter escolhido Portugal para a produção para toda a Europa, António Costa referiu que são unidades industriais como esta da Mitsubishi Fuso que vão conseguir responder “aos desafios das alterações climáticas e da transição energética”.

Cerca de 70% das emissões de carbono, referiu a este propósito o primeiro-ministro, resultam da mobilidade, mencionando a indústria automóvel como decisiva para que o país “se possa adaptar aos novos desafios do combate às alterações climáticas”, lembrando ser necessário, como defendeu, começar desde já a tomar as decisões que se impõem, para que “a nossa sociedade seja até 2050 neutral em carbono”.

Tal como foi lembrado aos jornalistas presentes nesta iniciativa, o novo eCanter apenas terá dois centros de produção a nível mundial, a fábrica portuguesa e a de Kawasaki, no Japão, o que, para António Costa, é bem demonstrativo da “boa e longa colaboração” que existe nesta área industrial automóvel entre Portugal e o Japão.

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