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António Costa aponta a novo ano letivo “sem sobressaltos” e agradece o extraordinário esforço das escolas

António Costa aponta a novo ano letivo “sem sobressaltos” e agradece o extraordinário esforço das escolas

Tudo aponta para que o novo ano letivo possa “decorrer sem sobressaltos” ao longo de todo o percurso, graças à elevada taxa de vacinação dos portugueses, afirmou esta manhã o primeiro-ministro, António Costa, em Lisboa.

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António Costa, ano letivo

Acompanhado pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, o primeiro-ministro referiu hoje de manhã em Lisboa, no final de uma visita ao Agrupamento de Escolas Dona Filipa de Lencastre, onde sinalizou a abertura do novo ano escolar, que Portugal se encontra claramente “num ponto de viragem” em relação ao controlo da Covid-19, “graças à elevada taxa de vacinação”, dirigindo um agradecimento “muito profundo” às comunidades escolares pelo “extraordinário esforço” que desenvolveram para que a escola “não abandonasse os seus alunos”, mesmo quando tiveram de encerrar fisicamente para se “poder controlar a pandemia”.

Mesmo com os progressos já alcançados no combate à doença, designadamente com o passo decisivo de haver já mais de 80% da população portuguesa vacinada, não deixa de ser pertinente, advertiu o primeiro-ministro, continuar a manter as medidas de segurança contra a propagação da doença, de forma a “evitar o descontrole da pandemia”. Neste sentido, reafirmou, a comunidade escolar terá de fazer “um esforço acrescido” para que “uma das marcas que a Covid-19 deixou” não perdure na nossa sociedade, referindo-se às consequências que a pandemia produziu em termos de ensino nos períodos de tempo em que as aulas presenciais estiveram suspensas.

Com efeito, e ainda segundo António Costa, a ausência de aulas presenciais quer no período de 2020, quer mais tarde também durante o mês de janeiro de 2021, concorreu, entre outros fatores, para “aumentar as desigualdades e perturbar o normal desenvolvimento educativo de muitos alunos”, um traço que o primeiro-ministro considera que terá de ser apagado ao longo dos próximos dois anos letivos, designadamente com a participação do programa de recuperação de aprendizagens que está em vigor e que se estenderá pelo próximo ano escolar, recordando que o quadro é exigente e recomenda “um esforço acrescido de todos para que ninguém fique para trás”.

Perante a necessidade de se consolidar uma efetiva recuperação das aprendizagens, o primeiro-ministro deixou a garantia de que as comunidades educativas contam, para o efeito, com a colaboração próxima do Ministério da Educação, quer no reforço dos recursos, como salientou, quer “ao nível dos materiais pedagógicos, quer ainda, nas técnicas”, reafirmando que esta é uma “excelente oportunidade” para demonstrar “todo o potencial” que representam “duas das mais importantes reformas que têm marcado a escola nos últimos anos: o reforço da autonomia e da flexibilidade”.

Agradecer às comunidades educativas

Também o ministro da Educação felicitou as escolas pelo trabalho feito e o “esforço” que as comunidades educativas têm vindo a empreender para garantir que o novo ano letivo possa ser “tão normal quanto possível”, garantindo que com os professores e os funcionários vacinados, bem como com “a grande maioria dos alunos a partir dos 12 anos de idade”, e ainda com os rastreios que vão decorrer de forma faseada até dia 15 de outubro, estão reunidas as condições para que as aulas recomecem “com mais segurança”, sendo que agora a prioridade, como defendeu, passa sobretudo pelo trabalho para “recuperar o tempo perdido”.

O ministro da Educação referiu-se ainda à “autonomia reforçada” das escolas e aos planos que têm de recuperação de aprendizagens, dois pontos que considerou como determinantes para que se possa ter fundadas esperanças de que o novo ano letivo decorra dentro dos padrões normais, ao contrário do clima “muito complexo” em que as escolas viveram nos dois últimos anos escolares.

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