home

Tristeza e admiração no adeus a Pérez de Rubalcaba

Tristeza e admiração no adeus a Pérez de Rubalcaba

O PS expressa o seu profundo pesar pela morte do ex-Secretário-geral do Partido Socialista Obrero Espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, cujo legado político constituirá sempre um indelével património do socialismo democrático europeu.
Tristeza e admiração no adeus a Pérez de Rubalcaba

Alfredo Pérez Rubalcaba deixou uma marca impressiva na política espanhola, como um cavalheiro à altura de todas as circunstâncias e grande homem de Estado, com um contributo decisivo para a normalização democrática e cujo papel na rendição da ETA nunca poderá ser esquecido. Foi, além do mais, um amigo de Portugal, tendo mantido sempre um diálogo profícuo com os seus camaradas portugueses.

O PS, através do seu Secretário-geral, transmitiu já ao PSOE o seu profundo sentimento por esta perda, partilhando a dor sentida pelos nossos camaradas espanhóis.

António Costa esteve em Madrid, este sábado, onde marcou presença na cerimónia fúnebre do antigo líder dos socialistas espanhóis, expressando “pessoalmente” a sua “tristeza e admiração” por Alfredo Pérez Rubalcaba, de quem era um “grande amigo”.

“Quis expressar pessoalmente à sua viúva, à sua família, ao PSOE, à Espanha, a minha tristeza e admiração pelo Alfredo”, disse António Costa, depois de ter estado na cerimónia fúnebre de Rubalcaba, no Congresso dos Deputados espanhol.

O primeiro-ministro português apresentou os seus pêsames à viúva de Rubalcaba, depositou um ramo de rosas vermelhas e esteve ao lado do chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, e da presidente do Congresso, Ana Pastor, que presidiram às cerimónias fúnebres de Estado.

António Costa sublinhou a “inteligência superior” de Rubalcaba e “a forma muito corajosa” como se bateu pelas liberdades, tendo conseguido “esse feito extraordinário” que foi acabar com “a ação da ETA”.

O primeiro-ministro e líder socialista recordou ainda que trabalhou “muito” com Rubalcaba durante as crises migratórias 2005-2007, que tiveram sobre as cidades espanholas de Ceuta e Melila, no norte de África, “uma pressão muito grande”.

“Fiquei sempre com uma enorme admiração por ele e mantivemos sempre o contacto nestes anos. É um grande amigo que perco”, disse.