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Retoma do Ensino Superior será “gradual” e com “respeito pela autonomia” universitária

Retoma do Ensino Superior será “gradual” e com “respeito pela autonomia” universitária

O ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, afirmou ontem que a retoma das atividades letivas será feita de forma “gradual e faseada”, respeitando a autonomia das universidades, congratulando-se com a responsabilidade demonstrada por docentes e alunos.

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“Tal como nos adaptamos ao regime à distância, temos de perceber que agora a retoma tem de ser gradual. Esta é uma operação de grande responsabilidade, mas tenho sentido que as instituições estão a cumprir todas as premissas para garantir o reinício seguro das atividades letivas”, salientou Manuel Heitor, à margem da inauguração das novas valências da Escola Superior de Média, Artes e Design, no polo de Vila do Conde do Instituto Politécnico do Porto.

Manuel Heitor vincou que o ministério irá “respeitar a autonomia” das universidades sobre o modelo de retoma que irão preconizar, lembrando que “há situações diversas no país”.

“Algumas aulas, nomeadamente de cariz prático, já serão presenciais, mas outras continuarão à distância. Vamos respeitar esse compromisso, aceitando a coexistência, porque o processo tem de ser feito passo a passo, embora reconhecendo, também, a importância das avaliações presenciais”, disse.

Antes, o ministro tinha visitado um dos centros de testagem à Covid-19 na Universidade do Porto, onde constatou “a alegria dos alunos pela retoma”.

“É uma satisfação ter visto que os estudantes estavam felizes por regressar às atividades letivas presenciais, mas também perceber que nesta testagem na Universidade Porto ainda não tinha havido testes positivos”, congratulou-se o governante.

Manuel Heitor reconheceu, igualmente, que o período sem aulas presenciais devido a confinamento poderá ter reflexos negativos na evolução académica dos alunos, considerando que as universidades terão de se mobilizar para encarar o problema.

“O ensino à distância trouxe benefícios, mas também desvantagens e novos problemas, que requerem uma monitorização. Temos pedido que as instituições se mobilizem no acompanhamento, sobretudo dos estudantes do primeiro ano e nos que estão a terminar os cursos e vão para o mercado de trabalho. Esta é uma situação global, que temos de encarar com pragmatismo e proximidade”, concluiu o governante.

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