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PS está focado no país e em soluções para os 140 mil jovens esquecidos pelo Governo

PS está focado no país e em soluções para os 140 mil jovens esquecidos pelo Governo

Perante um Governo que insiste numa “contrarreforma laboral” desligada dos verdadeiros desafios da economia portuguesa, o Secretário-Geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, contrapõe uma estratégia centrada na qualificação dos jovens, na reconversão dos trabalhadores e na valorização do ensino profissional como pilares do crescimento económico e da modernização do país.

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Na visita que realizou esta terça-feira à Escola Profissional de Hotelaria e Turismo de Setúbal, integrada na Rota pelo Ensino e Formação Profissional promovida pelo PS, José Luís Carneiro voltou a colocar a qualificação dos jovens e a formação dos trabalhadores no centro da resposta aos desafios da economia portuguesa, sustentando que o aumento da produtividade e da competitividade depende essencialmente do investimento nas pessoas e não de alterações laborais sem orientação estratégica.

“O modo do país produzir mais riqueza, enfrentar o desafio tecnológico, da inteligência artificial e da transição digital” é “garantir formação aos mais jovens e garantir formação aos adultos”, afirmou o líder socialista, apontando a educação e a qualificação como instrumentos decisivos para assegurar um crescimento económico sustentado e coesão social.

Numa intervenção fortemente focada na valorização do ensino técnico e profissional, José Luís Carneiro alertou para a necessidade de responder aos milhares de jovens atualmente afastados da escola e do mercado de trabalho.

“A minha grande preocupação é mesmo o ensino profissional, a formação profissional, a reconversão dos trabalhadores e as oportunidades para 140 mil jovens que esperam por uma resposta”, enfatizou, recusando comentar polémicas e debates laterais.

Neste contexto, aproveitou também para criticar a estratégia seguida pelo executivo da AD, ao tentar recentrar a agenda nacional numa reforma laboral sem apresentar uma visão consistente para o desenvolvimento económico do país.

“O Governo apareceu há dias, de uma forma muito atabalhoada e durante meses, com uma proposta de contrarreforma laboral, mas com o argumento de que era para fazer face à competitividade e à produtividade da economia”, lembrou.

E reiterou que “a melhor forma de enfrentarmos o problema da produtividade e da competitividade da economia portuguesa é, mesmo, apostar na formação das jovens gerações e formar os trabalhadores”.

Qualificação no centro da agenda socialista

Questionado sobre eventuais contactos entre PSD e PS relativamente à anunciada reforma laboral, José Luís Carneiro esclareceu que “é preciso que o Governo saiba o que quer fazer agora”, acrescentando que não existiram até ao momento conversações entre os dois partidos sobre essa matéria.

A propósito, o Secretário-Geral fez questão de voltar a deixar claro que o país não enfrenta um problema de ausência de enquadramento legal na área do trabalho, recordando que a legislação laboral foi revista recentemente por iniciativa parlamentar do PS.

“Nós temos alguma falta de leis? Nós aprovámos uma lei em 2023. Então estamos a falar do quê? Da agenda de quem? Não é da agenda do Partido Socialista. A agenda do Partido Socialista é formação, qualificação, educação da população adulta, compatibilização do ensino profissional com a articulação com o ensino superior, politécnico e universitário”, afirmou.

Ao longo da visita, José Luís Carneiro reforçou a ideia de que a grande transformação estrutural do país depende da valorização das capacidades humanas e da preparação das novas gerações para os desafios tecnológicos e económicos do futuro.

“Haverá maior reforma do que preparar os seres humanos para com as suas capacidades, as suas qualidades. Não há forma de prepararmos melhor o país, de reformarmos mais o país, do que alterar mesmo o que está aqui dentro”, declarou, apontando para a escola que visitava.

Confrontado mais uma vez pelos jornalistas sobre se o PS poderá viabilizar, no Parlamento, uma futura reforma laboral do Governo, o Secretário-Geral não hesitou em redirecionar o discurso para a necessidade de responder aos jovens excluídos do sistema de ensino e do mercado de trabalho.

“Os 140 mil jovens que não estudam nem trabalham podem contar com o Partido Socialista”, assegurou.

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