home

PS destaca Orçamento com ambição de valorizar o mundo rural e o mar

PS destaca Orçamento com ambição de valorizar o mundo rural e o mar

O deputado socialista Pedro do Carmo sublinhou hoje que o Orçamento do Estado para a agricultura, pescas e alimentação, embora seja “uma colheita tardia que procura responder aos desafios em função das disponibilidades”, constitui “um exercício de senso, responsabilidade e consequência, assente na ambição de valorizar o mundo rural e o mar como palcos de atividades humanas, cada vez mais fortes e sintonizadas com a sustentabilidade”.

Publicado por:

Acção socialista

Ação Socialista

Órgão Nacional de Imprensa

O “Ação Socialista” é o jornal oficial do Partido Socialista, cujo(a) diretor(a) responde perante a Comissão Nacional. Foi criado em 30 de novembro...

Ver mais

Notícia publicada por:

Pedro do Carmo

Pedro do Carmo começou por assinalar, no segundo dia de debate na generalidade da proposta de Orçamento do Estado, que, “por responsabilidade da crise política criada em 2021, a colheita orçamental para 2022 não pôde ser concretizada no tempo certo”, o que levou a um “pousio eleitoral” que adiou as dinâmicas de resposta ao contexto de emergência provocado pela pandemia no setor agrícola e das pescas.

“A pandemia sublinhou a importância da produção nacional, da agricultura e das pescas, como uma oportunidade”, apontou o deputado, observando que “a perceção muito urbana do mundo rural como fardo esvaiu-se na prontidão com que as mulheres e os homens que trabalham na agricultura e nas pescas disseram presente onde outros se ausentaram”.

Ciente de que “há maior consciência nacional da importância do mundo rural”, o parlamentar do PS defendeu a necessidade de “continuar a construir soluções que respondam a três grandes desafios: os problemas de sempre, os impactos da pandemia e da guerra ditada pela invasão da Ucrânia pela Federação Russa e as novas e futuras realidades, riscos e oportunidades, em que pontuam as alterações climáticas”.

“Sendo uma colheita tardia no tempo, acaba por ser o resultado de uma sementeira de equilíbrios, entre os pilares tradicionais e o esforço de inovação, para reforçar o posicionamento no mercado interno e para as exportações”, sustentou, sublinhando ser esse o sentido das medidas que visam “mitigar o choque geopolítico”, “potenciar o desenvolvimento rural” e “ampliar um regadio eficiente e sustentável”.

Pedro do Carmo apontou que essas medidas têm ainda o objetivo de “inovar, garantindo segurança alimentar, sanidade animal e fitossanitária”, “valorizar a agricultura familiar e os pequenos produtores”, assim como “apoiar a pesca e a aquicultura e reforçar o acesso e o consumo sustentável”.

“Mesmo para uma colheita tardia, para um tempo em que a maior consciência nacional se volta a cruzar com um quadro de emergência, é preciso muito trabalho, muita determinação, vontades e recursos”, advertiu, defendendo que “quem trata de assegurar os bens para a nossa alimentação como comunidade tem de ser cada vez mais visto e assumido como parte da solução e nunca como um problema ou fardo”.

“O mundo rural e as pescas são oportunidades”, rematou o deputado.

ARTIGOS RELACIONADOS