“Os portugueses vivem pior e o Governo veio a este debate ignorar a realidade vivida por todos os portugueses”, criticou o líder parlamentar do PS no segundo dia de discussão na generalidade do Orçamento do Estado para 2027.
Eurico Brilhante Dias assegurou que este Orçamento não responde aos maiores problemas dos portugueses: preço dos combustíveis, do cabaz alimentar e das prestações da casa.
O presidente da bancada socialista lamentou, em seguida, que não haja qualquer resposta quando o PS pergunta se o Chega vai viabilizar com a AD a lei das rendas, “mais conhecida como a lei dos despejos”. E garantiu que “o Chega continua na sua aliança com a AD”.
A resposta do Executivo de Luís Montenegro para a habitação “é autenticamente uma política de transferência de recursos do Estado para o promotor imobiliário, fazendo com que os jovens que ganham o salário médio estejam cada vez mais longe de poderem comprar uma casa”, atacou.
Lembrando que “a oferta de casas para arrendamento próximo do valor máximo aumentou 34%”, Eurico Brilhante Dias comentou que o “acordo entre a AD, a IL e o Chega” fez com que fosse aprovada “uma legislação que, como disse a Unidade Técnica de Apoio Orçamental, fez com que o mercado tivesse uma referência para o aumento das rendas”.
“Perante isto, só há um partido neste hemiciclo capaz de travar esta escalada de preços. Esse partido é o Partido Socialista”, disse.