O Secretário-Geral do PS reuniu, esta terça-feira, com agentes económicos do Turismo e da Restauração, dando continuidade a um trabalho de auscultação que o partido tem vindo a desenvolver junto de diferentes setores da economia, com vista a aprofundar a construção de uma nova abordagem económica para Portugal.
Neste processo, que junta reflexão estratégica, conhecimento especializado e diálogo direto com os setores que estão no terreno, o líder socialista destacou que o encontro com os agentes económicos do país “faz parte da construção de uma nova abordagem económica para o futuro do país”.
À entrada da reunião, que decorreu em Lisboa, reiterou que o objetivo deste diálogo é conciliar crescimento económico e prosperidade com justiça social e sustentabilidade entre gerações.
“Nós queremos um país próspero, mas, simultaneamente, um país que seja justo e que tenha futuro para os mais jovens”, acrescentou, vincando que a aposta do PS no diálogo com os agentes económicos constitui uma dimensão central da construção da nova matriz económica socialista.
Depois de reuniões com associações representativas de diferentes setores, o PS prossegue agora o contacto direto com as atividades que contribuem para o desenvolvimento económico e para a criação de emprego.
José Luís Carneiro destacou, neste contexto, a importância do Turismo e da Restauração, indicando que “a construção dessa nova matriz, hoje, passa pelo diálogo com as instituições ligadas às agências de viagens, ao setor do turismo e à restauração”.
A metodologia adotada dá continuidade à plataforma “Solução para um Futuro Melhor”, que colocou a produtividade, a inovação, o conhecimento e a valorização do trabalho no centro da construção de uma alternativa económica.
Produtividade e melhor emprego
O processo, iniciado em junho passado, está agora a avançar para uma fase de auscultação alargada dos setores produtivos, com o objetivo de incorporar na proposta socialista a experiência concreta de quem investe, gere e trabalha na economia portuguesa.
“Estamos, há várias semanas, a construir uma nova solução económica para Portugal, que aposte na produtividade, na inovação, no conhecimento, que seja capaz de criar mais e melhor emprego e que também seja capaz de responder às necessidades fundamentais das pessoas”, reafirmou José Luís Carneiro.
O Secretário-Geral do PS adiantou ainda que o processo de auscultação vai prosseguir com “um conjunto vasto de outras reuniões”, depois dos contactos já realizados com diferentes associações representativas da economia nacional.
O objetivo, salientou o líder socialista, está bem definido: “É podermos ter, até final de outubro, uma proposta económica validada, não apenas por aqueles que são os grandes economistas de Portugal, mas também por aqueles que estão ligados às políticas de desenvolvimento concreto”.
Crescer com coesão
A construção da alternativa económica socialista assenta, assim, numa combinação entre conhecimento e proximidade, procurando que as propostas respondam aos desafios estruturais do país e às necessidades sentidas no terreno.
Neste sentido, José Luís Carneiro sintetizou a ambição do processo em curso numa ideia que coloca o crescimento económico e a coesão social no mesmo horizonte.
“O PS quer um país que cresça, que seja próspero, inovador, competitivo e que seja, simultaneamente, justo e mais coeso”, concluiu.