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Portugal deve assegurar crescimento “bastante significativo” este ano

Portugal deve assegurar crescimento “bastante significativo” este ano

O ministro das Finanças, João Leão, afirmou ontem em Bruxelas que, apesar da “imprevisibilidade” causada pelo conflito de guerra na Ucrânia e pelos efeitos da crise energética, a economia portuguesa deverá registar, ainda assim, um “crescimento bastante significativo” este ano.

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João Leão, Eurogrupo

Falando à entrada para uma reunião dos ministros das Finanças da União Europeia, João Leão explicou que “Portugal tem um impulso que vem da forte recuperação do final do ano passado” e que permite, mesmo num cenário mais adverso, “admitir um crescimento bastante significativo”.

Segundo o ministro, a condicionar esta recuperação estará, contudo, o “tipo de sanções que foram aplicadas e a forma como a Rússia retaliar”, nomeadamente na área energética, a par do grau de “imprevisibilidade” sobre um possível agravamento ou prolongamento do conflito, o que pode trazer, nomeadamente, “consequências mais graves” ao nível da produção europeia.

Ainda assim, referiu, mesmo num contexto mais adverso, “ainda se espera um crescimento este ano porque […] partimos de um nível pós-pandemia e, portanto, há muita margem de recuperação da economia”.

“Estamos a trabalhar num cenário que está mais em linha com o que está construído ao nível europeu, de que há uma revisão em baixa, mas que ainda dá uma perspetiva de forte crescimento este ano”, reforçou.

João Leão reconheceu, por outro lado, que o impacto da crise energética “tem sido bastante acentuado” e projeta um grau elevado de incerteza sobre a evolução que poderá ser observada nos próximos tempos.

“O que é importante, neste contexto, é manter a capacidade de os países apoiarem as empresas e as famílias neste processo exigente”, concluiu, sublinhando que o Governo português tem estado a tomar um conjunto alargado de medidas neste sentido.

Reposição de regras orçamentais deve ser “repensada”

O ministro das Finanças defendeu, também, que a reposição das regras europeias de disciplina orçamental, prevista para 2023, depois de três anos de suspensão em contexto de pandemia, deve ser “equacionada e repensada” face a um contexto novo e diferente do que era antecipado.

“Neste contexto em que esta situação tem um impacto tão significativo em termos económicos, é muito importante manter a política orçamental ágil e flexível para ajudar os países a enfrentar esta situação”, apontou o governante.

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