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País precisa de convergências na educação em vez de “contestação orgânica”

País precisa de convergências na educação em vez de “contestação orgânica”

O vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS Porfírio Silva salientou hoje que o Governo tem defendido a escola pública nos últimos sete anos e alertou para a necessidade de haver convergências para continuar esta melhoria na área da educação, avisando que “não podemos confundir a luta daqueles que organizam os professores para construir com a luta daqueles que querem desconstruir”.

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Porfírio Silva

Lembrando que está em curso um processo de revalorização da administração pública e das carreiras, Porfírio Silva começou a sua intervenção no debate sobre a defesa da escola pública, requerido pelo PCP, a sustentar que o Ministério da Educação começou por tentar resolver “dois problemas gigantescos na carreira docente”: “Andaram muitos anos a viajar pelo país para cumprir a sua missão de ensinar, andaram muitos anos a ensinar em precariedade sem conseguir entrar para a carreira. É preciso corrigir isso e é preciso também medidas de gestão que permitam aproveitar o melhor possível todos os professores que temos, porque eles são necessários ao país, contrariamente a outros que os mandaram emigrar, que os tiraram da escola pública e que disseram que eles não eram necessários”, numa alusão ao Executivo PSD/CDS.

O vice-presidente da bancada socialista admitiu acreditar que os profissionais da educação e o PCP queiram “soluções que sejam compatíveis para melhorar a carreira dos professores e que também sejam compatíveis com a melhoria da escola pública”.

“Para isso, precisamos de apostar em acordos, apostar em convergências, apostar em que os sindicatos e o Ministério se entendam”, defendeu o deputado, que lamentou que “aqueles que estão sempre contra tudo”, seja o Governo, seja as direções das escolas ou as autarquias, nunca ajudem a construir nada. “Também estão contra os sindicatos, porque, na realidade, querem substituir os sindicatos pela contestação orgânica”, denunciou.

Dirigindo-se à bancada do PSD, Porfírio Silva perguntou se este partido “assume as suas responsabilidades” ou se “continua a achar que há professores a mais”. “Importa saber se se transformou num mero partido de protesto, que acha que todas as reivindicações são possíveis, que acha que todas as formas de contestação são legítimas, que aplaude qualquer reivindicação”, disse.

Recordando que o “atual líder do PSD concordou com o voto contra a recuperação de todo o tempo de serviço dos professores” e, dando uma “cambalhota”, mudou agora de opinião, o vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS deixou umas questões: “O PSD está contra ou a favor das propostas do Governo para combater a instabilidade? Está contra ou a favor de acabar com a ‘casa às costas’?”.

“Nós estamos pela escola pública, nós estamos pelos profissionais da educação, nós sabemos que não está tudo feito, mas não estamos pelo oportunismo”, concluiu Porfírio Silva.

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