José Luís Carneiro defendeu, esta quarta-feira, em Loures, que evitar uma crise política é uma responsabilidade do PS para com os portugueses, num momento em que a habitação, o custo de vida e os salários continuam a colocar dificuldades às famílias.
O líder socialista sublinhou que a posição do partido não representa um alinhamento com o executivo de Luís Montenegro, mas traduz a prioridade dada ao interesse nacional.
“O PS tem um primeiro dever” para com o país e os portugueses, afirmou, defendendo que estes momentos exigem “um grande sentido de responsabilidade”.
O Secretário-Geral alertou ainda que uma eventual crise política, na sequência de um chumbo do Orçamento, agravaria as dificuldades de quem já enfrenta problemas económicos e sociais.
A viabilização do OE2027 pelos socialistas não dispensa, contudo, a exigência de respostas concretas.
Perante as manifestações pela habitação em Lisboa e no Porto, José Luís Carneiro apontou a falta de habitação e o custo de vida como causas fundamentais do descontentamento e criticou a incapacidade do executivo da AD para construir soluções através do diálogo com os partidos da oposição, as estruturas representativas da sociedade e os manifestantes.
“O Governo tem de ter essa capacidade, porque é isso mesmo que é ser Governo”, vincou, recordando que os deputados do PS procuraram dialogar com os participantes nas manifestações junto à Assembleia da República.
À margem da sessão com militantes integrada na iniciativa da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) dedicada ao Orçamento do Estado, o Secretário-Geral lamentou ainda os ataques políticos dirigidos ao PS durante o debate orçamental, considerando que o primeiro-ministro deve definir um padrão de relacionamento com os socialistas compatível com a responsabilidade demonstrada pelo partido.
“Luís Montenegro não pode destratar um partido que mostra esta atitude de responsabilidade para com o país”, avisou.