No encerramento da discussão na generalidade do Orçamento do Estado para 2027, José Luís Carneiro assegurou que se trata de um “mau Orçamento” e, por isso, terá de ser melhorado na especialidade.
O líder do Partido Socialista explicou que “juntar uma crise política às dificuldades do custo de vida e da habitação seria o mesmo que lançar combustível sobre um incêndio”.
“Deixar o país a viver em duodécimos durante os próximos meses seria de uma grave irresponsabilidade política”, garantiu, mencionando a “guerra às portas da nossa casa comum europeia” e o conflito aberto no Médio Oriente.
Ora, “contrariamente àquilo que o Governo quer fazer crer, o país não está bem”, sustentou José Luís Carneiro, esclarecendo, no entanto, que uma queda do executivo “seria a melhor desculpa para este não cumprir os seus deveres e honrar os seus compromissos”.
O Secretário-Geral do Partido Socialista recordou depois que “o primeiro-ministro deu publicamente quatro garantias públicas ao país”, que terá de cumprir: “Independentemente do contributo de todos os partidos, a revisão da Constituição terá de ser feita nos termos em que os dois partidos fundadores da democracia convirjam e consintam; nesta legislatura, o Governo não fará alterações ao sistema de pensões; o Governo garante o financiamento dos investimentos previstos no PRR e ainda não concluídos; as regiões afetadas pelas tempestades terão todos os investimentos necessários à recuperação das infraestruturas, dos equipamentos e à reposição da sua capacidade produtiva”.
Insistindo na necessidade de deixar cair a nova lei das rendas “viabilizada pelo Chega e pela Iniciativa Liberal”, José Luís Carneiro avisou que “do cumprimento escrupuloso da palavra dada aos portugueses pelo primeiro-ministro dependerá a natureza da relação política com o PS”. “Nós não faltaremos aos portugueses”, asseverou.