home

Ministro da Cultura realça sentido ético da existência em Saramago

Ministro da Cultura realça sentido ético da existência em Saramago

O ministro da Cultura, Luis Filipe Castro Mendes, evocou hoje José Saramago, em Coimbra, e realçou que o Nobel da Literatura português “nunca perdeu o sentido ético” da existência humana.
O autor de “Memorial do Convento”, na sua opinião, “nunca deixou cair esta profunda exigência moral de justiça”.

Distinguido há 20 anos com o Prémio Nobel da Literatura, José Saramago é “uma figura de escritor que se impõe por essa exigência ética que atravessa toda a sua obra”, sublinhou.
Luis Filipe Castro Mendes intervinha na abertura do congresso internacional “José Saramago: 20 anos com o Prémio Nobel”, promovido pela Universidade de Coimbra (UC), que decorre até quarta-feira no Convento São Francisco, na margem esquerda do rio Mondego.

José Saramago “é um escritor que trabalha profundamente a sua escrita”, afirmou, para frisar que o Nobel da Literatura de 1998 possui “uma obra escrita trabalhada com suor”.
O ministro da Cultura, ao vincar a projeção internacional da produção literária de Saramago, disse que ele tem “mais de 350 edições traduzidas” em 44 países, até 2018.

Luis Filipe Castro Mendes recordou também o “cidadão lutador” que foi José Saramago, especialmente nos anos 70 do século XX, e salientou que a determinação com que se envolveu nas causas públicas, enquanto militante do PCP, é reconhecida em geral por pessoas de outros quadrantes políticos.

“Todos reconhecemos o rigor e a força com que José Saramago se empenhou na defesa dos humildes e dos pobres”, após a revolução do 25 de Abril de 1974, bem como “a grandeza da sua obra” enquanto escritor, acrescentou.